O brasileiro lê pouco, mas em compensação, assiste muito televisão. Até aí, nenhuma novidade. Mas o que pouco se nota é que o brasileiro questiona pouco; ele se depara com algo estranho e não pergunta o que é, de onde vem ou o que significa!!!
Podemos verificar isso de perto. Espere a próxima temporada do Big Brother Brasil e você não apenas verá, mas como medirá esse fenômeno. Num país onde o ensino do inglês é falho nas escolas, é de se esperar que o povo brasileiro que dá tanta audiência a esse programa, cujo nome não está escrito em português e nem se assemelha aos seus respectivos significados em português, pergunte, nem que seja para si mesmo, o que significa Big Brother Brasil. Pelo menos, é isso que eu espero de um povo que questione!!!
Embora a palavra “Brasil” no nome já esteja traduzida, não é de se estranhar sua presença no nome??? Por que “Brasil”??? É possível que essa resposta já esteja pronta na boca do povo: “Porque o programa é exibido em outros países, portanto, o ‘Brasil’ é para diferenciar a versão brasileira do Big Brother das demais”. Beleza. Sugiro que faça essa pergunta ao maior número possível de pessoas que assistem ao BBB. Claro, anote o número de pessoas que você entrevistou, e o número de pessoas que acertou a resposta!!!
Agora, pergunte: “O que significa Big Brother”. Dessa vez, anote apenas quantas pessoas acertaram, já que o número total de entrevistados você já anotou. Antes que eu me esqueça: “Big Brother significa Grande Irmão”!!!
E para aqueles que acertaram essa resposta, pergunte sobre o motivo desse nome, o porquê de “grande irmão” e anote quantas pessoas acertaram a resposta. “Grande Irmão” é o personagem central do livro 1984, de George Orwell. Esse livro é um clássico, onde o autor faz uma alusão ao regime stalinista, tal como em A Revolução dos Bichos; outro clássico. O Grande Irmão era o tirano que vigiava os cidadãos do seu país com câmeras em todos os lugares, e em cada lugar havia um aviso: “O Grande Irmão te vê”. Não sei de muitos detalhes sobre o livro porque ainda não tive o prazer de lê-lo. Mas quanto mais fico sabendo dos detalhes, mais tenho vontade de ler. Digite “1984” no Google para ter mais informações!!!
Depois de entrevistar esse pessoal, calcule o percentual de cada resposta. Pegue o número de acertos, multiplique por 100 e divida pelo número total de entrevistados. No caso da última pergunta, faça a mesma coisa, mas divida pelo número de pessoas que acertaram a segunda pergunta (o que significa “big brother”)!!!
1) Qual o percentual de pessoas que acertaram a pergunta “Por que no nome do programa está escrito ‘Brasil’???”. Para responder a essa pergunta, grave ou anote essa equação:
A x 100 / T
Onde:
A = número de pessoas que acertaram a pergunta
T = total de entrevistados
Usando a mesma equação, poderemos responder a próxima pergunta!!!
2) “Qual o percentual de pessoas que sabiam o que significa “Big Brother” em português???” Use a mesma equação, mas usando no A apenas as pessoas que acertaram essa pergunta!!!
3) "Qual o percentual de pessoas que sabem o porquê da expressão “Big Brother”??? Como é muito provável que só aqueles que sabem a tradução em português de “Big Brother” saberiam responder a essa pergunta, então para descobrir esse percentual, devemos substituir o T da equação pelo número de pessoas que acertaram a tradução de “Big Brother”, enquanto o A continuará sendo o total de pessoas que acertaram essa última pergunta!!!
E então??? Está disposto (a) a encarar essa pequena pesquisa. Claro, não é algo digno da grandiosidade de Richard Lynn (risos), mas já serve!!!
Qualquer dúvida ou sugestão antes, durante ou depois é só “comentar” logo abaixo. Boa sorte, pesquisador!!!
Analisando, questionando e comentando, sem medo de gerúndios, o que há por trás do que lemos e ouvimos no decorrer dos anos ou temas atuais de forma levemente didática!!!
sábado, 23 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
Politicamente (e Cientificamente) Incorreto!!!
Richard Lynn é um cientista polêmico, mais politicamente incorreto que eu. Ele acredita que as evidências científicas devem ser divulgadas doa a quem doer, desde, é claro, que não doa na própria carne!!!
Em seus estudos sobre a inteligência, ele comprovou, ainda não sei como, que os orientais são os mais inteligentes, os negros são os mais burros, as mulheres são mais burras que os homens (embora elas os superam quando seus Q.I.s se igualam), e agora ele afirma que ateus são mais inteligentes que religiosos. Longe de mim criticar seus estudos, pois não os vi, e como leigo, dificilmente poderia contestar!!!
Numa recente entrevista à revista Época [o link está no final da postagem], ele afirma que os ateus são mais inteligentes que os religiosos, e é claro, os pobres são menos inteligentes, povos atrasados são menos inteligentes, nós aqui somos menos inteligentes que o seu povo. Eu, como brasileiro com Q.I. abaixo do padrão, segundo ele, vou aprender a questionar, e vou começar pela sua entrevista. Em negrito estão as suas colocações, e a opinião vinda de alguém com Q.I. baixo estará escrita em letra normal:
ÉPOCA – Por que o senhor diz que pessoas inteligentes não acreditam em Deus?
Richard Lynn – Os mais inteligentes são mais propensos a questionar dogmas religiosos. Em geral, o nível de educação também é maior entre as pessoas de Q.I. maior (um Q.I. médio varia de 91 a 110). Se a pessoa é mais educada, ela tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo. Por isso, entendo que um Q.I. alto levará à falta de religiosidade. O estudo que será publicado reuniu dados de diversas pesquisas científicas. E posso afirmar que é o mais completo sobre o assunto.
Nesse caso, os norte-americanos possuem um Q.I. baixíssimo, certo??? A resposta vem a seguir!!!
ÉPOCA – Segundo seu estudo, há países em que a média de Q.I. é alta, assim como o número de pessoas religiosas.
Lynn – Sim, mas são exceções. A média da população dos Estados Unidos, por exemplo, tem Q.I. 98, alto para o padrão mundial, e ao mesmo tempo cerca de 90% das pessoas acreditam em Deus.
Ah...quer dizer, os ultra-religiosos americanos possuem um Q.I. elevado, mas são exceções. Entenderam???
A explicação é que houve um grande fluxo de imigrantes de países católicos, como México, o que ajuda a manter índices altos de religiosidade nas pesquisas.
Como é que é??? Vocês leram isso??? Num país onde o ateísmo é considerado um sacrilégio, a culpa toda é de uma minoria de católicos??? Será que ele não sabe que a maioria da população americana é protestante??? Os dados da CIA [o link também está no final] não me deixam mentir (embora essa mesma fonte confunde as religiões afro-brasileiras com vodu, e afirma que aqui se fala, além do português (oficial), espanhol, alemão, italiano, japonês e inglês. Mas presumo que as informações de seu próprio país sejam mais fidedignas)!!!
Mas, se tirarmos as imigrações ao longo dos últimos anos, a população americana teria um índice bem maior de ateus, parecido com o de países como Inglaterra (41,5%) e Alemanha (42%).
Será que ele se dignou a pesquisar um pouco da história da colonização americana??? Será que ele não soube que o aumento do ateísmo na Europa e no mundo é algo recente??? Se for assim, então o Q.I. “dos seus” só superou dos demais nos últimos anos. Sem falar que na Europa existem as igrejas luteranas estatais, sabiam disso??? Mas vou me ater a sua afirmação.
O fato, segundo os dados da CIA, é que a população americana é bem dividida, religiosamente. Vejam: 51,3% de protestantes, 23,9% de católicos. Se todos os católicos se tornarem ateus, então 28% da população será atéia (abaixo da Inglaterra e Alemanha). Se todos os protestantes se tornarem ateus, então 55% da população será atéia. Será que foi nessa relativa homogeneidade que Lynn baseou essa afirmação???
No Brasil, segundo os mesmos dados da CIA (que na verdade, foram retirados do IBGE), 73,6% são católicos e 15,4% são protestantes (os nossos “evangélicos”). Se os evangélicos se tornarem ateus, então teremos apenas 23% de ateus, mas, se todos os católicos se tornarem ateus, então mais de 80% serão ateus (bem acima de qualquer projeção que Lynn pode fazer para os EUA). Mas deixei o melhor por último: no Brasil, 7,4% eram de ateus, enquanto nos EUA, o percentual é de 4%. E vamos considerar que os dados do Brasil são do último censo demográfico realizado em 2000; enquanto dos EUA é de 2007. Será que a nossa população atéia não aumentou nesse período, assim como pode ter acontecido nos EUA???
ÉPOCA – Cuba é um país mais ateu que os Estados Unidos, mas o nível de Q.I. não é tão alto.
Lynn – Você tem razão. É outra exceção. Pela porcentagem de ateus (40%), o Q.I. (85) dos cubanos deveria ser mais alto que o dos americanos. Mas há também aí um fenômeno não natural que interferiu no resultado. Lá, o comunismo forçou a população a se converter. Houve uma propaganda forte contra a crença religiosa. Não se chegou ao ateísmo pela inteligência. A população cubana não se tornou atéia porque passou a questionar a religião. Foi uma imposição do sistema de governo.
“Não se chegou ao ateísmo pela inteligência”. Se o diretor do Projeto Genoma e autor do livro A Linguagem de Deus, Francis Collins, ler isso...Mas algo parecido com o fenômeno Cuba não acontece nos EUA??? Lá a própria sociedade cobra a religiosidade do indivíduo. Leiam Deus, Um Delírio, de Richard Dawkins, ou então observem as campanhas de Barack Obama e John McCain, talvez os candidatos menos religiosos dessas eleições nos EUA, sempre irão encontrá-los rezando numa igreja. Lá, a religião da população de origem anglicana é tão evidente que só Lynn não conseguiu ver!!!
ÉPOCA – E o Brasil, como está?
Lynn – O Brasil segue a lógica, um porcentual baixíssimo de ateus (1%) e Q.I. mediano (87). É um país muito miscigenado e sofreu forte influência do catolicismo de Portugal e dos negros da África.
A influência dos brancos deve-se à igreja católica, e a influência dos negros deve-se simplesmente porque são negros, inferiores; mas isso ele não esconde, ele só esconde a "culpa" dos brancos, culpando no lugar deles a igreja católica!!!
Notem também que quando ele fala em religião, ele fala em “igreja católica”, ele se esquece - completa e convenientemente - do protestantismo, dominante na Europa e nos EUA!!!
Fica difícil mensurar a participação de cada raça no Q.I. atual. O que posso dizer é que a história do país se reflete em sua inteligência.
Então ele quer dizer que os árabes já foram inteligentes, e agora são ignorantes, pois de acordo com a história, eles estavam na vanguarda intelectual há 1.000 anos atrás, na mesma época que os europeus não passavam de camponeses ignorantes – e com Q.I. baixo!!!
Quis dizer também que os germânicos eram pouco mais que trogloditas, pois não sabiam fazer muita coisa além de saquear, roubar e destruir, mas agora estão na vanguarda intelectual. Quis dizer também que os finlandeses – o povo com o melhor sistema de ensino do mundo – tinham um Q.I. de ameba até o século XIX, pois nem escrita o idioma finlandês tinha. Se for assim, então certamente ele está confundindo capacidade de raciocínio com investimentos de um país em educação, em ciência e em tecnologia ao longo dos anos e dos séculos!!!
Pois é...alguém quer fazer alguma pergunta ao sr. Lynn???
Reportagem da Época: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI9990-15295,00-OS+ATEUS+SAO+MAIS+INTELIGENTES.html
Dados da CIA: https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/us.html
Em seus estudos sobre a inteligência, ele comprovou, ainda não sei como, que os orientais são os mais inteligentes, os negros são os mais burros, as mulheres são mais burras que os homens (embora elas os superam quando seus Q.I.s se igualam), e agora ele afirma que ateus são mais inteligentes que religiosos. Longe de mim criticar seus estudos, pois não os vi, e como leigo, dificilmente poderia contestar!!!
Numa recente entrevista à revista Época [o link está no final da postagem], ele afirma que os ateus são mais inteligentes que os religiosos, e é claro, os pobres são menos inteligentes, povos atrasados são menos inteligentes, nós aqui somos menos inteligentes que o seu povo. Eu, como brasileiro com Q.I. abaixo do padrão, segundo ele, vou aprender a questionar, e vou começar pela sua entrevista. Em negrito estão as suas colocações, e a opinião vinda de alguém com Q.I. baixo estará escrita em letra normal:
ÉPOCA – Por que o senhor diz que pessoas inteligentes não acreditam em Deus?
Richard Lynn – Os mais inteligentes são mais propensos a questionar dogmas religiosos. Em geral, o nível de educação também é maior entre as pessoas de Q.I. maior (um Q.I. médio varia de 91 a 110). Se a pessoa é mais educada, ela tem acesso a teorias alternativas de criação do mundo. Por isso, entendo que um Q.I. alto levará à falta de religiosidade. O estudo que será publicado reuniu dados de diversas pesquisas científicas. E posso afirmar que é o mais completo sobre o assunto.
Nesse caso, os norte-americanos possuem um Q.I. baixíssimo, certo??? A resposta vem a seguir!!!
ÉPOCA – Segundo seu estudo, há países em que a média de Q.I. é alta, assim como o número de pessoas religiosas.
Lynn – Sim, mas são exceções. A média da população dos Estados Unidos, por exemplo, tem Q.I. 98, alto para o padrão mundial, e ao mesmo tempo cerca de 90% das pessoas acreditam em Deus.
Ah...quer dizer, os ultra-religiosos americanos possuem um Q.I. elevado, mas são exceções. Entenderam???
A explicação é que houve um grande fluxo de imigrantes de países católicos, como México, o que ajuda a manter índices altos de religiosidade nas pesquisas.
Como é que é??? Vocês leram isso??? Num país onde o ateísmo é considerado um sacrilégio, a culpa toda é de uma minoria de católicos??? Será que ele não sabe que a maioria da população americana é protestante??? Os dados da CIA [o link também está no final] não me deixam mentir (embora essa mesma fonte confunde as religiões afro-brasileiras com vodu, e afirma que aqui se fala, além do português (oficial), espanhol, alemão, italiano, japonês e inglês. Mas presumo que as informações de seu próprio país sejam mais fidedignas)!!!
Mas, se tirarmos as imigrações ao longo dos últimos anos, a população americana teria um índice bem maior de ateus, parecido com o de países como Inglaterra (41,5%) e Alemanha (42%).
Será que ele se dignou a pesquisar um pouco da história da colonização americana??? Será que ele não soube que o aumento do ateísmo na Europa e no mundo é algo recente??? Se for assim, então o Q.I. “dos seus” só superou dos demais nos últimos anos. Sem falar que na Europa existem as igrejas luteranas estatais, sabiam disso??? Mas vou me ater a sua afirmação.
O fato, segundo os dados da CIA, é que a população americana é bem dividida, religiosamente. Vejam: 51,3% de protestantes, 23,9% de católicos. Se todos os católicos se tornarem ateus, então 28% da população será atéia (abaixo da Inglaterra e Alemanha). Se todos os protestantes se tornarem ateus, então 55% da população será atéia. Será que foi nessa relativa homogeneidade que Lynn baseou essa afirmação???
No Brasil, segundo os mesmos dados da CIA (que na verdade, foram retirados do IBGE), 73,6% são católicos e 15,4% são protestantes (os nossos “evangélicos”). Se os evangélicos se tornarem ateus, então teremos apenas 23% de ateus, mas, se todos os católicos se tornarem ateus, então mais de 80% serão ateus (bem acima de qualquer projeção que Lynn pode fazer para os EUA). Mas deixei o melhor por último: no Brasil, 7,4% eram de ateus, enquanto nos EUA, o percentual é de 4%. E vamos considerar que os dados do Brasil são do último censo demográfico realizado em 2000; enquanto dos EUA é de 2007. Será que a nossa população atéia não aumentou nesse período, assim como pode ter acontecido nos EUA???
ÉPOCA – Cuba é um país mais ateu que os Estados Unidos, mas o nível de Q.I. não é tão alto.
Lynn – Você tem razão. É outra exceção. Pela porcentagem de ateus (40%), o Q.I. (85) dos cubanos deveria ser mais alto que o dos americanos. Mas há também aí um fenômeno não natural que interferiu no resultado. Lá, o comunismo forçou a população a se converter. Houve uma propaganda forte contra a crença religiosa. Não se chegou ao ateísmo pela inteligência. A população cubana não se tornou atéia porque passou a questionar a religião. Foi uma imposição do sistema de governo.
“Não se chegou ao ateísmo pela inteligência”. Se o diretor do Projeto Genoma e autor do livro A Linguagem de Deus, Francis Collins, ler isso...Mas algo parecido com o fenômeno Cuba não acontece nos EUA??? Lá a própria sociedade cobra a religiosidade do indivíduo. Leiam Deus, Um Delírio, de Richard Dawkins, ou então observem as campanhas de Barack Obama e John McCain, talvez os candidatos menos religiosos dessas eleições nos EUA, sempre irão encontrá-los rezando numa igreja. Lá, a religião da população de origem anglicana é tão evidente que só Lynn não conseguiu ver!!!
ÉPOCA – E o Brasil, como está?
Lynn – O Brasil segue a lógica, um porcentual baixíssimo de ateus (1%) e Q.I. mediano (87). É um país muito miscigenado e sofreu forte influência do catolicismo de Portugal e dos negros da África.
A influência dos brancos deve-se à igreja católica, e a influência dos negros deve-se simplesmente porque são negros, inferiores; mas isso ele não esconde, ele só esconde a "culpa" dos brancos, culpando no lugar deles a igreja católica!!!
Notem também que quando ele fala em religião, ele fala em “igreja católica”, ele se esquece - completa e convenientemente - do protestantismo, dominante na Europa e nos EUA!!!
Fica difícil mensurar a participação de cada raça no Q.I. atual. O que posso dizer é que a história do país se reflete em sua inteligência.
Então ele quer dizer que os árabes já foram inteligentes, e agora são ignorantes, pois de acordo com a história, eles estavam na vanguarda intelectual há 1.000 anos atrás, na mesma época que os europeus não passavam de camponeses ignorantes – e com Q.I. baixo!!!
Quis dizer também que os germânicos eram pouco mais que trogloditas, pois não sabiam fazer muita coisa além de saquear, roubar e destruir, mas agora estão na vanguarda intelectual. Quis dizer também que os finlandeses – o povo com o melhor sistema de ensino do mundo – tinham um Q.I. de ameba até o século XIX, pois nem escrita o idioma finlandês tinha. Se for assim, então certamente ele está confundindo capacidade de raciocínio com investimentos de um país em educação, em ciência e em tecnologia ao longo dos anos e dos séculos!!!
Pois é...alguém quer fazer alguma pergunta ao sr. Lynn???
Reportagem da Época: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI9990-15295,00-OS+ATEUS+SAO+MAIS+INTELIGENTES.html
Dados da CIA: https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/us.html
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Ensaios para o comunismo - Parte II
Na postagem anterior, vimos que a distribuição de terras rurais para a coletividade não é nenhuma brastemp. Pois agora vou falar sobre produção, distribuição de riquezas e suas implicações. Numa sociedade comunista, todos produzirão e terão a mesma riqueza!!!
Sobre a geração de riquezas, há pelo menos três correntes no comunismo. A primeira, sugere que cada um exerça suas atividades: o pintor, pinta; a costureira costura; e assim por diante. A segunda, propõe que a riqueza seja dividida com quem não tem. A terceira, sugere uma empresa coletivizada, onde tanto o administrador quanto o empregado recebam salários iguais e que todos possam participar das decisões referentes à empresa!!!
Seguindo a primeira sugestão, já encontraremos alguns obstáculos. O que acontecerá se a costureira necessitar de mão-de-obra??? As saídas prováveis são: novas costureiras surgirão no "mercado" (essa palavra será proibida numa sociedade igualitária, mas na falta de outra melhor...), amenizando a carga de trabalho dessa costureira; ou ela empregará novas costureiras. Se a primeira alternativa acontecer, surgiria uma concorrência entre elas (ih, lá vem bomba....). Na melhor das hipóteses, a quantidade de costureiras no "mercado" aumenta proporcionalmente ao aumento da demanda por seus serviços, ou seja, se a demanda por costura aumenta três vezes, então surgirá no "mercado" mais duas costureiras, assim, a primeira costureira não ficará no prejuízo, pois continuará trabalhando e lucrando a mesma coisa que antes. Mas sabemos que isso é tão improvável quanto uma moeda ficar de pé sobre a mesa. Elas não lucrarão a mesma coisa, pois um aumento na demanda de 50%, por exemplo, exigiria uma costureira e meia para atender isso. Alguém já viu meio ser humano passeando por aí??? Se você considerar um anão como meio ser humano, então está considerando que sua renda deve ser a metade da renda de uma pessoa de estatura normal. No final das contas, uma costureira acabará com mais dinheiro que a outra (para não falar "uma ficará mais rica que a outra").
Se a segunda hipótese for posta em prática, então a costureira deverá empregar mão-de-obra. Para não fugir dos mandamentos do comunismo, ela terá que dividir seus lucros com os empregados. Nada mais justo...ou não??? Sim, seria, se as novas empregadas investissem nos bens de produção que devem ser adquiridos. Elas deverão investir, com a mesma quantia de dinheiro, em mais espaço, em mais máquinas de costura e nos demais materiais necessários. Se isso acontecer, ótimo, caso contrário, a infeliz "primeira-costureira", além de trabalhar como as demais, irá investir sozinha nos novos bens de produção e ainda dividir todo o seu lucro em igualdade com suas empregadas. Onde estaria a igualdade nisso???
Sobre aquela segunda sugestão, de dividir a riqueza com quem não tem é ainda mais complicado – ou mais simples, dependendo da análise. E se "aquele que não tem" não quer trabalhar, ou não se esforça tanto quanto "aquele que tem"??? Esse último deve dividir a produto de seu trabalho assim mesmo??? Sem falar que profissionais diferentes terão lucros diferentes. A costureira de antes pode lucrar mais que o encanador porque seus serviços são mais solicitados; nesse caso, a costureira deve dar seu excedente para o encanador??? Melhor seria se ela desse dinheiro para o encanador, e o encanador a devolvesse para ela quando estiver numa situação melhor, SE ficar numa situação melhor. À medida que aumenta a quantia de emprestadores e tomadores de dinheiro, precisaremos um sistema bancário, onde o banqueiro cobrará uma taxinha em cima para poder ganhar alguma coisa. "Taxinha bancária" parece coisa do capitalismo, mas...
Quanto à terceira sugestão, de que todos ganharão o mesmo salário e que todos participarão das decisões da empresa, acho que o primeiro ítem já foi respondido na segunda hipótese da primeira sugestão. Então vou ver o segundo item. Se a empresa crescer, não haveria espaço numa sala de reuniões para todos, tanto é que num acordo entre patrões e sindicatos, típico do nosso sisteminha, apenas meia dúzia de sindicalistas vão negociar nas empresas, representando centenas ou milhares de trabalhadores, sem falar que numa reunião com dezenas de pessoas haveria miríades de discordâncias, levaria muito tempo para fecharem um acordo. Para tornar o negócio mais prático é que existem os sindicatos, creio eu!!!
Mas claro, esse inconveniente só acontece em grandes empresas, e não em pequenas, como é o ideal comunista, em que todas as empresas serão pequenas. Mas o próprio talento do trabalhador ou a demanda por seus serviços podem ocasionar o aumento da empresa. A Microsoft, por exemplo, não saiu de uma garagem porque seus idealizadores simplesmente tiveram o mesquinho desejo de serem maiores que os outros. Seus idealizadores foram inovadores, as pessoas adoraram seus produtos e não havia outras empresas que fizessem algo igual. No final das contas, hoje a Microsoft é quase um monopólio. Se tiver cem pequenos fabricantes de bicicletas, todos em iguais condições de produção e de dinheiro, inevitavelmente um fabricará um produto melhor que o outro, ou um fabricará um produto cuja cor é preferível que a outra, ou um estará localizado num ponto de maior densidade demográfica, enfim, todas essas cem fabriquetas sairão do mesmo ponto de partida, mas inúmeras variáveis farão uma se destacar mais que as outras, ocasionando o seu crescimento!!!
Sim, os homens são iguais, porém, suas vocações e talentos são diferentes. Sem falar que as propostas de uma sociedade comunista são muito simplistas se comparadas com a complexidade existente numa sociedade populosa como a nossa. Mas não percamos as esperanças, pois existem soluções para a justiça social. Entrarei em detalhes sobre isso em breve!!!
Sobre a geração de riquezas, há pelo menos três correntes no comunismo. A primeira, sugere que cada um exerça suas atividades: o pintor, pinta; a costureira costura; e assim por diante. A segunda, propõe que a riqueza seja dividida com quem não tem. A terceira, sugere uma empresa coletivizada, onde tanto o administrador quanto o empregado recebam salários iguais e que todos possam participar das decisões referentes à empresa!!!
Seguindo a primeira sugestão, já encontraremos alguns obstáculos. O que acontecerá se a costureira necessitar de mão-de-obra??? As saídas prováveis são: novas costureiras surgirão no "mercado" (essa palavra será proibida numa sociedade igualitária, mas na falta de outra melhor...), amenizando a carga de trabalho dessa costureira; ou ela empregará novas costureiras. Se a primeira alternativa acontecer, surgiria uma concorrência entre elas (ih, lá vem bomba....). Na melhor das hipóteses, a quantidade de costureiras no "mercado" aumenta proporcionalmente ao aumento da demanda por seus serviços, ou seja, se a demanda por costura aumenta três vezes, então surgirá no "mercado" mais duas costureiras, assim, a primeira costureira não ficará no prejuízo, pois continuará trabalhando e lucrando a mesma coisa que antes. Mas sabemos que isso é tão improvável quanto uma moeda ficar de pé sobre a mesa. Elas não lucrarão a mesma coisa, pois um aumento na demanda de 50%, por exemplo, exigiria uma costureira e meia para atender isso. Alguém já viu meio ser humano passeando por aí??? Se você considerar um anão como meio ser humano, então está considerando que sua renda deve ser a metade da renda de uma pessoa de estatura normal. No final das contas, uma costureira acabará com mais dinheiro que a outra (para não falar "uma ficará mais rica que a outra").
Se a segunda hipótese for posta em prática, então a costureira deverá empregar mão-de-obra. Para não fugir dos mandamentos do comunismo, ela terá que dividir seus lucros com os empregados. Nada mais justo...ou não??? Sim, seria, se as novas empregadas investissem nos bens de produção que devem ser adquiridos. Elas deverão investir, com a mesma quantia de dinheiro, em mais espaço, em mais máquinas de costura e nos demais materiais necessários. Se isso acontecer, ótimo, caso contrário, a infeliz "primeira-costureira", além de trabalhar como as demais, irá investir sozinha nos novos bens de produção e ainda dividir todo o seu lucro em igualdade com suas empregadas. Onde estaria a igualdade nisso???
Sobre aquela segunda sugestão, de dividir a riqueza com quem não tem é ainda mais complicado – ou mais simples, dependendo da análise. E se "aquele que não tem" não quer trabalhar, ou não se esforça tanto quanto "aquele que tem"??? Esse último deve dividir a produto de seu trabalho assim mesmo??? Sem falar que profissionais diferentes terão lucros diferentes. A costureira de antes pode lucrar mais que o encanador porque seus serviços são mais solicitados; nesse caso, a costureira deve dar seu excedente para o encanador??? Melhor seria se ela desse dinheiro para o encanador, e o encanador a devolvesse para ela quando estiver numa situação melhor, SE ficar numa situação melhor. À medida que aumenta a quantia de emprestadores e tomadores de dinheiro, precisaremos um sistema bancário, onde o banqueiro cobrará uma taxinha em cima para poder ganhar alguma coisa. "Taxinha bancária" parece coisa do capitalismo, mas...
Quanto à terceira sugestão, de que todos ganharão o mesmo salário e que todos participarão das decisões da empresa, acho que o primeiro ítem já foi respondido na segunda hipótese da primeira sugestão. Então vou ver o segundo item. Se a empresa crescer, não haveria espaço numa sala de reuniões para todos, tanto é que num acordo entre patrões e sindicatos, típico do nosso sisteminha, apenas meia dúzia de sindicalistas vão negociar nas empresas, representando centenas ou milhares de trabalhadores, sem falar que numa reunião com dezenas de pessoas haveria miríades de discordâncias, levaria muito tempo para fecharem um acordo. Para tornar o negócio mais prático é que existem os sindicatos, creio eu!!!
Mas claro, esse inconveniente só acontece em grandes empresas, e não em pequenas, como é o ideal comunista, em que todas as empresas serão pequenas. Mas o próprio talento do trabalhador ou a demanda por seus serviços podem ocasionar o aumento da empresa. A Microsoft, por exemplo, não saiu de uma garagem porque seus idealizadores simplesmente tiveram o mesquinho desejo de serem maiores que os outros. Seus idealizadores foram inovadores, as pessoas adoraram seus produtos e não havia outras empresas que fizessem algo igual. No final das contas, hoje a Microsoft é quase um monopólio. Se tiver cem pequenos fabricantes de bicicletas, todos em iguais condições de produção e de dinheiro, inevitavelmente um fabricará um produto melhor que o outro, ou um fabricará um produto cuja cor é preferível que a outra, ou um estará localizado num ponto de maior densidade demográfica, enfim, todas essas cem fabriquetas sairão do mesmo ponto de partida, mas inúmeras variáveis farão uma se destacar mais que as outras, ocasionando o seu crescimento!!!
Sim, os homens são iguais, porém, suas vocações e talentos são diferentes. Sem falar que as propostas de uma sociedade comunista são muito simplistas se comparadas com a complexidade existente numa sociedade populosa como a nossa. Mas não percamos as esperanças, pois existem soluções para a justiça social. Entrarei em detalhes sobre isso em breve!!!
Ensaios para o comunismo - Parte I
A partir dessa postagem, vou dar início aos preparativos para transformar essas sociedades injustas e perversas em que vivemos em um lugar onde todos viverão em igualdade. E para começar, vou dar cabo nas propriedades privadas rurais, de onde sai nosso alimento. Como seria o nosso mundo se não existissem propriedades rurais privadas???
Sabemos que há grandes latifundiários cujos antepassados arrancaram enormes nacos de terra de índios e de pequenos povoados, ou simplesmente se apossaram de uma área vazia, então, nada mais justo que coletivizar essas terras. Transformar essas áreas em propriedades coletivas até que seria fácil, mas mesmo assim, haveria complicações que poderiam comprometer esse sonho!!!
Antes de mais nada, o governo (socialista) deverá realizar um censo demográfico para saber, além do total de população, as áreas destinadas a agricultura, às florestas e exclusivamente para moradias e assim, distribuí-las adequadamente. E como a história nos mostra, é necessário que as pessoas que ocuparão essas áreas agrícolas entendam de agricultura. Se faltar agricultores, ensinem aqueles que não são e que estejam dispostos a serem. Quanto à distribuição de terras, seria necessário dividir as terras adequadas para a agricultura pelo total de habitantes que saibam lidar com a terra. Tudo resolvido??? Ainda não!!!
Se a população aumentar, será necessário mais espaço, e espaço não nascem junto com as pessoas. Ou as pessoas se acotovelarão uma nas outras com o passar do tempo, ou serão obrigadas a invadir áreas florestais ou as terras dos outros. Talvez a solução fosse um controle da natalidade. Dois filhos para cada casal. Agora entramos numa seara imprevisível, implanejável. Se nascessem um homem para cada mulher, estaria resolvido, mas haveria aquela disputa "eu quero me casar com ela", "não, eu vou me casar com ela". Com as mulheres seria a mesma coisa. Mas na base da coerção e da resignação, tudo se resolveria, mas isso apenas se nascesse um homem para cada mulher (ou vice-versa), algo mui improvável. Nesses casos, a solução seria a mono, bi, tri ou poligamia, de tal modo que cada adulto tivesse uma criança e que tanto o homem quanto a mulher teriam atividades potencialmente iguais, ou seja, tanto um quanto o outro podem plantar, podem cozinhar, lavar a louça, cuidar dos filhos, etc...acho que resolvemos. Ou não!!!
E a quem pertencerá as melhores terras??? Sim, a quem pertencerá as melhores terras??? Mais uma perguntinha para atormentar nosso idealismo: a água da vertente ou do rio será suficiente para irrigar um certo lote de terras ou apenas um pedaço desse lote será contemplado com o precioso líquido??? Se fizer isso – o que, ao meu ver, seria a única solução – quem receberá o prêmio??? Essa questão é motivo de desavenças e até de mortes no nosso sisteminha, mas não vejo uma solução melhor nos outros sistemas. Sim, terras não são todas iguais, não tem a mesma produtividade e nem os mesmos recursos hídricos. E recursos hídricos são tudo. Dizem que em Cuba, as terras agrícolas são "de todos", só gostaria de saber como isso está sendo administrado, pois como vimos, não é muito fácil!!!
Nem vou falar da evidente vantagem da mecanização do campo, tão próprio do nosso sisteminha, que apesar de expulsar a mão-de-obra no campo, é a responsável pelo aumento na produção de alimentos, tão necessária nas vésperas do nascimento do 7.000.000.000º ser humano!!!
Após isso, só posso concluir que o principal problema talvez seja a falta de controle da natalidade, e é claro, a diferença entre as terras que implica numa questão a ser respondida: se todos os homens são iguais e as terras são diferentes, quem merece as melhores terras???
Sabemos que há grandes latifundiários cujos antepassados arrancaram enormes nacos de terra de índios e de pequenos povoados, ou simplesmente se apossaram de uma área vazia, então, nada mais justo que coletivizar essas terras. Transformar essas áreas em propriedades coletivas até que seria fácil, mas mesmo assim, haveria complicações que poderiam comprometer esse sonho!!!
Antes de mais nada, o governo (socialista) deverá realizar um censo demográfico para saber, além do total de população, as áreas destinadas a agricultura, às florestas e exclusivamente para moradias e assim, distribuí-las adequadamente. E como a história nos mostra, é necessário que as pessoas que ocuparão essas áreas agrícolas entendam de agricultura. Se faltar agricultores, ensinem aqueles que não são e que estejam dispostos a serem. Quanto à distribuição de terras, seria necessário dividir as terras adequadas para a agricultura pelo total de habitantes que saibam lidar com a terra. Tudo resolvido??? Ainda não!!!
Se a população aumentar, será necessário mais espaço, e espaço não nascem junto com as pessoas. Ou as pessoas se acotovelarão uma nas outras com o passar do tempo, ou serão obrigadas a invadir áreas florestais ou as terras dos outros. Talvez a solução fosse um controle da natalidade. Dois filhos para cada casal. Agora entramos numa seara imprevisível, implanejável. Se nascessem um homem para cada mulher, estaria resolvido, mas haveria aquela disputa "eu quero me casar com ela", "não, eu vou me casar com ela". Com as mulheres seria a mesma coisa. Mas na base da coerção e da resignação, tudo se resolveria, mas isso apenas se nascesse um homem para cada mulher (ou vice-versa), algo mui improvável. Nesses casos, a solução seria a mono, bi, tri ou poligamia, de tal modo que cada adulto tivesse uma criança e que tanto o homem quanto a mulher teriam atividades potencialmente iguais, ou seja, tanto um quanto o outro podem plantar, podem cozinhar, lavar a louça, cuidar dos filhos, etc...acho que resolvemos. Ou não!!!
E a quem pertencerá as melhores terras??? Sim, a quem pertencerá as melhores terras??? Mais uma perguntinha para atormentar nosso idealismo: a água da vertente ou do rio será suficiente para irrigar um certo lote de terras ou apenas um pedaço desse lote será contemplado com o precioso líquido??? Se fizer isso – o que, ao meu ver, seria a única solução – quem receberá o prêmio??? Essa questão é motivo de desavenças e até de mortes no nosso sisteminha, mas não vejo uma solução melhor nos outros sistemas. Sim, terras não são todas iguais, não tem a mesma produtividade e nem os mesmos recursos hídricos. E recursos hídricos são tudo. Dizem que em Cuba, as terras agrícolas são "de todos", só gostaria de saber como isso está sendo administrado, pois como vimos, não é muito fácil!!!
Nem vou falar da evidente vantagem da mecanização do campo, tão próprio do nosso sisteminha, que apesar de expulsar a mão-de-obra no campo, é a responsável pelo aumento na produção de alimentos, tão necessária nas vésperas do nascimento do 7.000.000.000º ser humano!!!
Após isso, só posso concluir que o principal problema talvez seja a falta de controle da natalidade, e é claro, a diferença entre as terras que implica numa questão a ser respondida: se todos os homens são iguais e as terras são diferentes, quem merece as melhores terras???
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Isabela, mídia, justiça, e você!!!
Eu não quis, tentei ficar longe desse assunto, mas não deu. Vou dar meu veredito; não sobre o crime, mas sobre a cobertura do caso, que por si só, já rende tanto ou mais assuntos quanto o caso em si!!!
A superexposição do assassinato da menina Isabela Nardoni está provocando diversas reações na opinião pública. Uns querem que se faça justiça, outros querem que isso acabe logo de uma vez, outros acreditam que querem abafar a incompetência do governo carioca com o caso da dengue, e outros...outros...acreditam que a mídia só fala nisso porque a vítima é de classe média alta. Talvez seja esse o motivo, mas o efeito mais óbvio disso é bem diferente daquilo que imaginam!!!
Bem, os defensores dessa última opinião acreditam que a mídia valoriza mais a vida de um membro da classe média alta que a vida de um pobre – ou classe média baixa. Talvez seja verdade, mesmo porque crimes hediondos são muito menos comum em redutos “burgueses” que nas periferias ou nas favelas, mas há um “porém”: os assassinos são seus próprios pais (ou melhor, pai e madrasta) que também são de classe média; na verdade, a vítima era filha de assassinos de classe média alta. O que isso significa??? Significa que a mídia está mostrando – intencionalmente ou não - como os membros da classe média alta podem ser tão monstruosos quanto o traficante que mata inocentes ou seus desafetos. O que você acharia se os pais assassinos fossem pobres e a mídia estivesse superexpondo o caso??? Já antecipo sua resposta: achará que a mídia quer mostrar a todos como os pobres são monstruosos. Notou a diferença??? No caso de pais assassinos pobres, uma boa parcela do público focalizaria seu ponto-de-vista para esses pais porque, segundo eles, esses pais estariam sendo vítimas da inquisição eletrônica controlada pela burguesia; mas no caso da Isabela, a atenção desse mesmo público está voltada para a vítima porque ela é de classe média, e a mídia, segundo eles, se preocupa muito com os “seus”!!!
E tem mais: o caso só chama a atenção porque os pais da vítima são os principais suspeitos da morte de Isabela, e isso merece toda uma investigação que a mídia acompanhará porque muitos de nós gostamos de ver trabalhos de detetive. Tá ai o sucesso que o seriado americano CSI está fazendo para provar. Se houvesse flagrante delito, por exemplo, certamente não haveria todo esse “romantismo” em torno do caso. Bastava apenas mostrar ao Brasil o que fizeram, prendê-los, e pronto. Simples. E o mais estranho é que tem muitos fãs do CSI que criticam toda essa cobertura do caso!!!
Apesar de ser exaustiva, essa superexposição é a parte menos elitista da história. Acho que a parte elitista está sendo cumprida pela Justiça. Ela está utilizando métodos investigativos que não deixarão dúvidas sobre a culpa ou a inocência do casal. Afinal de contas, eles não podem perder todo um status social por um crime que não cometeram. Talvez se esses pais fossem pobres, bastava o juiz, o promotor, o delegado e o júri suspeitar deles para jogá-los em cana, sem direito a habeas-corpus, apelação ou condicional. Ou seria essa superexposição o motivo de toda essa dedicação da Justiça???
Enfim, antes de afirmar que a mídia está dando muita atenção ao caso Isabela porque ela era rica, lembre-se que os assassinos foram seus pais ricos. Se você não gosta de ricos, então agradeça a mídia pela malhação que os assassinos – ricos – estão sofrendo. Quando pais pobres matam seus rebentos a pauladas ou suas crianças caem “acidentalmente” da laje do telhado cercada por telas de proteção, torça para que a mídia não exponha demasiadamente o caso, ou acharão que a inquisição eletrônica quer punir o pobre casal sem um julgamento justo. Dois pesos, duas medidas, mas não só da mídia, mas principalmente de boa parte do público. Talvez de você!!!
A superexposição do assassinato da menina Isabela Nardoni está provocando diversas reações na opinião pública. Uns querem que se faça justiça, outros querem que isso acabe logo de uma vez, outros acreditam que querem abafar a incompetência do governo carioca com o caso da dengue, e outros...outros...acreditam que a mídia só fala nisso porque a vítima é de classe média alta. Talvez seja esse o motivo, mas o efeito mais óbvio disso é bem diferente daquilo que imaginam!!!
Bem, os defensores dessa última opinião acreditam que a mídia valoriza mais a vida de um membro da classe média alta que a vida de um pobre – ou classe média baixa. Talvez seja verdade, mesmo porque crimes hediondos são muito menos comum em redutos “burgueses” que nas periferias ou nas favelas, mas há um “porém”: os assassinos são seus próprios pais (ou melhor, pai e madrasta) que também são de classe média; na verdade, a vítima era filha de assassinos de classe média alta. O que isso significa??? Significa que a mídia está mostrando – intencionalmente ou não - como os membros da classe média alta podem ser tão monstruosos quanto o traficante que mata inocentes ou seus desafetos. O que você acharia se os pais assassinos fossem pobres e a mídia estivesse superexpondo o caso??? Já antecipo sua resposta: achará que a mídia quer mostrar a todos como os pobres são monstruosos. Notou a diferença??? No caso de pais assassinos pobres, uma boa parcela do público focalizaria seu ponto-de-vista para esses pais porque, segundo eles, esses pais estariam sendo vítimas da inquisição eletrônica controlada pela burguesia; mas no caso da Isabela, a atenção desse mesmo público está voltada para a vítima porque ela é de classe média, e a mídia, segundo eles, se preocupa muito com os “seus”!!!
E tem mais: o caso só chama a atenção porque os pais da vítima são os principais suspeitos da morte de Isabela, e isso merece toda uma investigação que a mídia acompanhará porque muitos de nós gostamos de ver trabalhos de detetive. Tá ai o sucesso que o seriado americano CSI está fazendo para provar. Se houvesse flagrante delito, por exemplo, certamente não haveria todo esse “romantismo” em torno do caso. Bastava apenas mostrar ao Brasil o que fizeram, prendê-los, e pronto. Simples. E o mais estranho é que tem muitos fãs do CSI que criticam toda essa cobertura do caso!!!
Apesar de ser exaustiva, essa superexposição é a parte menos elitista da história. Acho que a parte elitista está sendo cumprida pela Justiça. Ela está utilizando métodos investigativos que não deixarão dúvidas sobre a culpa ou a inocência do casal. Afinal de contas, eles não podem perder todo um status social por um crime que não cometeram. Talvez se esses pais fossem pobres, bastava o juiz, o promotor, o delegado e o júri suspeitar deles para jogá-los em cana, sem direito a habeas-corpus, apelação ou condicional. Ou seria essa superexposição o motivo de toda essa dedicação da Justiça???
Enfim, antes de afirmar que a mídia está dando muita atenção ao caso Isabela porque ela era rica, lembre-se que os assassinos foram seus pais ricos. Se você não gosta de ricos, então agradeça a mídia pela malhação que os assassinos – ricos – estão sofrendo. Quando pais pobres matam seus rebentos a pauladas ou suas crianças caem “acidentalmente” da laje do telhado cercada por telas de proteção, torça para que a mídia não exponha demasiadamente o caso, ou acharão que a inquisição eletrônica quer punir o pobre casal sem um julgamento justo. Dois pesos, duas medidas, mas não só da mídia, mas principalmente de boa parte do público. Talvez de você!!!
domingo, 11 de maio de 2008
O regime gnomo-socialista
Acho que todos nós já concluímos que pior que a falta de informação é a informação errada; e por causa delas tomamos atitudes condenáveis ou cômicas. Por causa das informações erradas, nós discriminamos ou até matamos (estou usando a terceira pessoa do plural por me referir à espécie humana), ou, na melhor das hipóteses, dizemos coisas engraçadas ou absurdas; em outras palavras, pagamos um mico!!!
Os países nórdicos estão localizados ao norte da Europa e são formados por cinco países: Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia. Para quem conhece um pouco desses países, a citação desses remete à excepcional qualidade de vida, à lembrança dos temidos vikings e de seres fantásticos como gnomos, elfos e fadas. É possível que esses pequenos seres existam, embora a ciência não confirma isso e quase ninguém vê ou viu. Mas tão ou até mais fantásticos que esses seres, só mesmo o regime socialista desses países. Há quem acredite que esses países – tendo a Suécia como destaque – são tão socialistas quanto Cuba, que seriam uma espécie de Cuba sem embargo comercial. Será mais fácil encontrar gnomos e fadas nessa região que um regime socialista!!!
Certamente alguns socialistas esotéricos estão confundindo social-democracia com regime socialista; e estado de bem-estar social com economia estatal ou planificada. Segundo o professor José William Vesentini (Geografia: Série Brasil, 1ª ed. 2003, pág. 374), a Suécia é uma social-democracia, ou seja, “...o Estado mantém a propriedade privada e a livre iniciativa do empresariado, mas aplica uma política econômica que lhe permite cobrar elevados impostos sobre a renda dos cidadãos e empresas...”. Em outras palavras, a Suécia não é exatamente um país neoliberal, mas está longe de ser um país ao modo do bloco soviético!!!
Procurem em um livro de geografia da sétima ou oitava série qualquer um mapa destacando os países capitalistas e socialistas, encontrem os países citados acima e vejam a qual regime sócio-econômico eles pertencem. Na falta desse tipo de livro, procurem um(a) aluno(a) dessas séries e perguntem a eles se esses países são socialistas ou capitalistas. Partindo do pressuposto de que nos países socialistas todas as grandes empresas pertencem ao Estado, descubram se o controle acionário das multinacionais Electrolux, Volvo, Scânia , Ericsson e SKF - todas da Suécia – pertence ao Estado ou à iniciativa privada. Depois façam o mesmo com a Danisco, a Lego e a Danfoss – da Dinamarca; e façam a mesmíssima coisa com a Norsk Hydro, Kvaerner e Elken Asa – da Noruega. E para finalizar, procurem essas mesmas informações sobre a finlandesa Nokia (alguém achou que a Nokia fosse norte-americana ou japonesa???) – um verdadeiro ícone do capitalismo moderno. Basta usar o Google!!!
Como não podia ser diferente, existem estatais nesses países, como a Sveriges Television e a Telia, da Suécia; Statoil, da Noruega; Neste Oil e Finnair, da Finlândia; Dong Energy e Combus, da Dinamarca. Existem até igrejas estatais nesses países. Mas nenhuma dessas empresas possuem a dimensão e a projeção nacional e internacional das empresas citadas acima!!!
Quanto à parte política, tanto a Suécia quanto Cuba têm algumas semelhanças que logo se divergem. Na Suécia, existe um chefe de Estado que é o rei (uma figuraça decorativa), os ministros – liderados pelo primeiro-ministro –, que realmente governam o país, e o parlamento, eleito a cada quatro anos, e que escolherão o primeiro-ministro, chefe de governo. Não é muito diferente de Cuba, onde o eleitorado escolhe quem irá compor a Assembléia Nacional que, por sua vez, escolherá o Conselho de Estado, que por sua vez, é liderado por um único homem há cinqüenta anos, Fidel Castro. Outra importantíssima diferença é que na Suécia, e nos demais países nórdicos, há mais de um partido político. No caso da Suécia, existem sete partidos; em Cuba, apenas um: o Comunista. Isso significa que em Cuba não há oposição. Gostem ou não, no governo castrista não há espaço para questionamentos ou contestações!!!
Não fosse o embargo comercial, talvez Cuba tornar-se-ia uma grande potência caribenha, mas não devemos ignorar que o capital iria estar concentrado nas mãos do Estado. Nesse caso, o Estado, além dos seus poderes naturais, também teria o temível poder econômico. Se é ruim um bando de capitalistas terem em suas mãos o poder econômico, imaginem uma única entidade possuir os meios de produção, ou seja, o poder econômico, e ainda o poder político direto. Isso acontece em Cuba, mas não nos países nórdicos!!!
Então é isso: os países nórdicos estão submetidos ao regime gnomo-socialista. Por mais que você procure, não irá encontrá-lo, mas tem gente que jura que ele existe nessa região do mundo; além de encantar o imaginário desses socialistas esotéricos!!!
Para quem quer fontes, sugiro essas abaixo, de fácil compreensão; mas recomendo que procurem outras além dessas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Suécia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuba
Os países nórdicos estão localizados ao norte da Europa e são formados por cinco países: Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia. Para quem conhece um pouco desses países, a citação desses remete à excepcional qualidade de vida, à lembrança dos temidos vikings e de seres fantásticos como gnomos, elfos e fadas. É possível que esses pequenos seres existam, embora a ciência não confirma isso e quase ninguém vê ou viu. Mas tão ou até mais fantásticos que esses seres, só mesmo o regime socialista desses países. Há quem acredite que esses países – tendo a Suécia como destaque – são tão socialistas quanto Cuba, que seriam uma espécie de Cuba sem embargo comercial. Será mais fácil encontrar gnomos e fadas nessa região que um regime socialista!!!
Certamente alguns socialistas esotéricos estão confundindo social-democracia com regime socialista; e estado de bem-estar social com economia estatal ou planificada. Segundo o professor José William Vesentini (Geografia: Série Brasil, 1ª ed. 2003, pág. 374), a Suécia é uma social-democracia, ou seja, “...o Estado mantém a propriedade privada e a livre iniciativa do empresariado, mas aplica uma política econômica que lhe permite cobrar elevados impostos sobre a renda dos cidadãos e empresas...”. Em outras palavras, a Suécia não é exatamente um país neoliberal, mas está longe de ser um país ao modo do bloco soviético!!!
Procurem em um livro de geografia da sétima ou oitava série qualquer um mapa destacando os países capitalistas e socialistas, encontrem os países citados acima e vejam a qual regime sócio-econômico eles pertencem. Na falta desse tipo de livro, procurem um(a) aluno(a) dessas séries e perguntem a eles se esses países são socialistas ou capitalistas. Partindo do pressuposto de que nos países socialistas todas as grandes empresas pertencem ao Estado, descubram se o controle acionário das multinacionais Electrolux, Volvo, Scânia , Ericsson e SKF - todas da Suécia – pertence ao Estado ou à iniciativa privada. Depois façam o mesmo com a Danisco, a Lego e a Danfoss – da Dinamarca; e façam a mesmíssima coisa com a Norsk Hydro, Kvaerner e Elken Asa – da Noruega. E para finalizar, procurem essas mesmas informações sobre a finlandesa Nokia (alguém achou que a Nokia fosse norte-americana ou japonesa???) – um verdadeiro ícone do capitalismo moderno. Basta usar o Google!!!
Como não podia ser diferente, existem estatais nesses países, como a Sveriges Television e a Telia, da Suécia; Statoil, da Noruega; Neste Oil e Finnair, da Finlândia; Dong Energy e Combus, da Dinamarca. Existem até igrejas estatais nesses países. Mas nenhuma dessas empresas possuem a dimensão e a projeção nacional e internacional das empresas citadas acima!!!
Quanto à parte política, tanto a Suécia quanto Cuba têm algumas semelhanças que logo se divergem. Na Suécia, existe um chefe de Estado que é o rei (uma figuraça decorativa), os ministros – liderados pelo primeiro-ministro –, que realmente governam o país, e o parlamento, eleito a cada quatro anos, e que escolherão o primeiro-ministro, chefe de governo. Não é muito diferente de Cuba, onde o eleitorado escolhe quem irá compor a Assembléia Nacional que, por sua vez, escolherá o Conselho de Estado, que por sua vez, é liderado por um único homem há cinqüenta anos, Fidel Castro. Outra importantíssima diferença é que na Suécia, e nos demais países nórdicos, há mais de um partido político. No caso da Suécia, existem sete partidos; em Cuba, apenas um: o Comunista. Isso significa que em Cuba não há oposição. Gostem ou não, no governo castrista não há espaço para questionamentos ou contestações!!!
Não fosse o embargo comercial, talvez Cuba tornar-se-ia uma grande potência caribenha, mas não devemos ignorar que o capital iria estar concentrado nas mãos do Estado. Nesse caso, o Estado, além dos seus poderes naturais, também teria o temível poder econômico. Se é ruim um bando de capitalistas terem em suas mãos o poder econômico, imaginem uma única entidade possuir os meios de produção, ou seja, o poder econômico, e ainda o poder político direto. Isso acontece em Cuba, mas não nos países nórdicos!!!
Então é isso: os países nórdicos estão submetidos ao regime gnomo-socialista. Por mais que você procure, não irá encontrá-lo, mas tem gente que jura que ele existe nessa região do mundo; além de encantar o imaginário desses socialistas esotéricos!!!
Para quem quer fontes, sugiro essas abaixo, de fácil compreensão; mas recomendo que procurem outras além dessas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Suécia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuba
terça-feira, 6 de maio de 2008
Um segundo da sua vida!!!
Tempos atrás eu e meu amigo planejamos em viajar numa cidade próxima. Ficou marcado que eu estaria às 07h30min horas na sua casa, de onde partiríamos para tal cidade. Desconfiando que eu não fosse lá, ou ansioso em sair logo, ele foi até minha casa antes do horário marcado. Enquanto isso, eu me dirigia a sua casa, conforme o combinado. Desencontramos-nos e isso acabou atrasando a nossa viagem em dez minutos!!!
Uma hora e meia depois, nos aproximávamos da entrada da cidade. Não vimos nenhuma sinalização que indicava a nossa aproximação da entrada dessa cidade, por isso, não nos preocupamos em desacelerar o carro. De repente, vi a entrada e avisei meu amigo. Ele desacelerou meio que bruscamente, e em seguida, um caminhão que vinha logo atrás bate em nosso carro, nos empurrando a quase cem metros de distância. Felizmente, meu parceiro sofreu apenas uma leve lesão na perna; eu, nada sofri!!!
Até hoje quando me lembro disso eu me pergunto: e se tivéssemos saído no horário combinado??? Provavelmente não passaríamos por isso, ou talvez sofreríamos um acidente ainda pior, ou então alguma casualidade posterior nos atrasaria, fazendo desse acidente algo inevitável, algo que iria acontecer de qualquer jeito!!!
Esse mesmo amigo quase teve sua vida ceifada, também no trânsito, mas desta vez como pedestre. Enquanto atravessava a rua, um carro descia “voando” a rua, bem próximo à calçada onde ele se encontrava. O carro raspou na mão dele que estava levemente estendida pra frente. Foi ai que refletimos sobre o ocorrido, e ele ainda acrescentou que a atendente do armazém havia demorado em lhe entregar o troco. Se ela não demorasse tanto...!!!
Pois bem, todo e qualquer intervalo de tempo, até mesmo aqueles tão curtos quanto um segundo, ou suas frações, têm importância vital; não importando o quão relativo é o tempo. Às vezes, um segundo é o único intervalo de tempo disponível para tomarmos certas decisões. Numa era onde as informações viajam a velocidade da luz, onde um veículo percorre de 20 a 30 metros em um segundo, de 1200 metros a 1800 metros em um minuto, cada intervalo de tempo pode valer uma vida. Mas isso não é o mais curioso: o curioso, é que nem sempre o bom aproveitamento de um intervalo mínimo de tempo é vantajoso, pois como aconteceu com meu amigo na segunda ocasião, o atraso de um segundo lhe salvou a vida. Bem antes disso, anos atrás, resolvi esperar um ônibus numa parada onde imaginei que fosse encontrar uma moça com quem queria namorar. Ela não apareceu, mas fiquei meia hora esperando. Desesperançado, peguei um ônibus qualquer, desci no centro e ainda tive um contratempo na rua que não me lembro qual foi. Depois de tudo isso, me encontro com ela na rua (depois disso deveria rolar uma conversa, coisa e tal, mas infelizmente não foi assim)!!!
Um segundo é o tempo necessário para que um colega saia com seu carro sem que você o alcance a tempo para pegar uma carona ou o tempo necessário para que você alcance ou não o ônibus; um segundo é o tempo necessário para que se atrase e escape do carro assassino de um motorista bêbado numa auto-estrada; um segundo é o tempo necessário para que você cruze o caminho daquele ou daquela que um dia será sua esposa ou esposo. Um único segundo a mais ou a menos pode decidir o seu futuro, selar o seu destino. A única grande incerteza é saber se devemos adiantar ou atrasar um segundo para realizar ou evitar tais eventos!!!
Você deve ter perdido uns cinco ou seis minutos lendo esse texto e isso pode ter definido o seu futuro daqui por diante. Eu posso ter te impedido de agarrar uma oportunidade que cruzaria com você num piscar de olhos, ou posso ter te segurado para evitar que uma fatalidade acontecesse contigo. Cada segundo da sua vida tá contando!!!
Uma hora e meia depois, nos aproximávamos da entrada da cidade. Não vimos nenhuma sinalização que indicava a nossa aproximação da entrada dessa cidade, por isso, não nos preocupamos em desacelerar o carro. De repente, vi a entrada e avisei meu amigo. Ele desacelerou meio que bruscamente, e em seguida, um caminhão que vinha logo atrás bate em nosso carro, nos empurrando a quase cem metros de distância. Felizmente, meu parceiro sofreu apenas uma leve lesão na perna; eu, nada sofri!!!
Até hoje quando me lembro disso eu me pergunto: e se tivéssemos saído no horário combinado??? Provavelmente não passaríamos por isso, ou talvez sofreríamos um acidente ainda pior, ou então alguma casualidade posterior nos atrasaria, fazendo desse acidente algo inevitável, algo que iria acontecer de qualquer jeito!!!
Esse mesmo amigo quase teve sua vida ceifada, também no trânsito, mas desta vez como pedestre. Enquanto atravessava a rua, um carro descia “voando” a rua, bem próximo à calçada onde ele se encontrava. O carro raspou na mão dele que estava levemente estendida pra frente. Foi ai que refletimos sobre o ocorrido, e ele ainda acrescentou que a atendente do armazém havia demorado em lhe entregar o troco. Se ela não demorasse tanto...!!!
Pois bem, todo e qualquer intervalo de tempo, até mesmo aqueles tão curtos quanto um segundo, ou suas frações, têm importância vital; não importando o quão relativo é o tempo. Às vezes, um segundo é o único intervalo de tempo disponível para tomarmos certas decisões. Numa era onde as informações viajam a velocidade da luz, onde um veículo percorre de 20 a 30 metros em um segundo, de 1200 metros a 1800 metros em um minuto, cada intervalo de tempo pode valer uma vida. Mas isso não é o mais curioso: o curioso, é que nem sempre o bom aproveitamento de um intervalo mínimo de tempo é vantajoso, pois como aconteceu com meu amigo na segunda ocasião, o atraso de um segundo lhe salvou a vida. Bem antes disso, anos atrás, resolvi esperar um ônibus numa parada onde imaginei que fosse encontrar uma moça com quem queria namorar. Ela não apareceu, mas fiquei meia hora esperando. Desesperançado, peguei um ônibus qualquer, desci no centro e ainda tive um contratempo na rua que não me lembro qual foi. Depois de tudo isso, me encontro com ela na rua (depois disso deveria rolar uma conversa, coisa e tal, mas infelizmente não foi assim)!!!
Um segundo é o tempo necessário para que um colega saia com seu carro sem que você o alcance a tempo para pegar uma carona ou o tempo necessário para que você alcance ou não o ônibus; um segundo é o tempo necessário para que se atrase e escape do carro assassino de um motorista bêbado numa auto-estrada; um segundo é o tempo necessário para que você cruze o caminho daquele ou daquela que um dia será sua esposa ou esposo. Um único segundo a mais ou a menos pode decidir o seu futuro, selar o seu destino. A única grande incerteza é saber se devemos adiantar ou atrasar um segundo para realizar ou evitar tais eventos!!!
Você deve ter perdido uns cinco ou seis minutos lendo esse texto e isso pode ter definido o seu futuro daqui por diante. Eu posso ter te impedido de agarrar uma oportunidade que cruzaria com você num piscar de olhos, ou posso ter te segurado para evitar que uma fatalidade acontecesse contigo. Cada segundo da sua vida tá contando!!!
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