Revendo o politicômetro e suas variáveis, cheguei a seguinte conclusão: a grande diferença ideológica não é ser de esquerda ou direita, mas sim liberal ou anti-liberal; em outras palavras: ser radical ou moderado!!!
Vejam bem: qual é a diferença entre o comunismo de Stalin, de esquerda, com o nazismo de Hitler, considerado, com ressalvas, de direita? Só detalhes, pois na prática, ambos eram totalitários, autoritários, ambos mataram milhões de pessoas, ambos concentravam o poder no Estado. Enfim, ambos eram radicais ou anti-liberias!!!
A diferença que serve de consolo, é que o comunismo (ou socialismo) foi implantado em diversos países, o que possibilitou graus variados de totalitarismo, autoritarismo e mortes; na maioria dos casos, tragédias inferiores às promovidas por Stalin. Assim, dá pra escolher um regime socialista/comunista de seu agrado e fazer os devidos retoques para ficar melhor apresentável. No caso do nazismo, só houve na Alemanha, criado e conduzido pelo que havia de pior na espécie humana. Sem falar que não fez promessas messiânicas/sociais para os povos da Terra!!!
Às vezes, tenho a impressão que se o holocausto e todas as declarações de ódio de Hitler não viessem à tona, seguramente o nazismo seria considerado um bom regime...de esquerda!!!
Analisando, questionando e comentando, sem medo de gerúndios, o que há por trás do que lemos e ouvimos no decorrer dos anos ou temas atuais de forma levemente didática!!!
terça-feira, 26 de junho de 2012
Desenvolvimento sustentável para maiores de 18 anos!!!
A Rio + 20 termina com o resultado esperado: ninguém, a menos os países menos desenvolvidos, abre mão de seu crescimento econômico para supostamente salvar o planeta. Ao invés de realizarem o evento em Manaus, no meio da sagrada floresta Amazônica e dos povos indígenas, ou em São Paulo, para presenciarem de perto os efeitos de um crescimento insustentável, preferiram o cartão postal do Brasil. Será que mediram o aumento do nível do mar com o próprio corpo? Ou se espantaram com o efeito do aquecimento global no vestuário feminino nas praias ou na Marques da Sapucaí? OK, não estamos no carnaval, mas para os estrangeiros, todo dia é dia de carnaval no Rio!!!
Mas a atração desse evento foi expressão já meio antiga e muito usada, ao menos verbalmente: “desenvolvimento sustentável”. Muitas são as explicações ou palpites do que seria isso e quase todas passam longe do verdadeiro significado de desenvolvimento. Numa enquete na própria Rio+20, uma menina vestida de índia fala que “não devemos tirar da terra mais recursos do que precisamos...que as grandes corporações não devem fazer isso...”. Só não disse quantos celulares ela já teve nos últimos dez anos. Já uma matéria do JN, mostrou um lugar da Amazônia que substituiu a extração da madeira pela extração da castanha. Além de preservarem a floresta, ainda ganham mais dinheiro que antes. Parou por aí!!!
Desenvolvimento é qualidade de vida. Ora, não há qualidade de vida com rios poluídos , ou com água entrando nas casas, invadindo ruas, ou em casos mais graves, com deslizamentos de terra; logo, desenvolvimento sustentável é quase uma redundância. No longo prazo, ou o desenvolvimento é sustentável, ou não é desenvolvimento. Notem que no parágrafo inicial, usei a palavra “crescimento” para me referir ao “desenvolvimento” de São Paulo, pois a cidade cresceu economicamente, mas não é uma cidade desenvolvida , nem sustentável, nem insustentavelmente. Desenvolvimento requer renda, alimentação, saneamento básico, escolas, estabelecimentos de saúde, energia elétrica e transporte. Substituir a extração madeireira pela extração de frutos foi uma ótima ideia. mas, como estão os serviços públicos nessa região? Não sei porque isso não foi apresentado!!!
Como falar em “desenvolvimento sustentável” na Amazônia sem falar em hidrovias? Não seria necessário desmatar uma única árvore para implantá-la e o consumo de combustível seria baixíssimo. Seria uma ótima opção para o transporte das castanhas, açaís e outros produtos amazônicos, além de transporte de passageiros. Mas isso passou longe das discussões a cerca do tal “desenvolvimento sustentável” na Amazônia. No melhor dos casos, se falou em ferrovias, mas não em hidrovias; lógico, não na Amazônia. Eletricidade: sem Belo Monte e outras hidrelétricas locais, como seria fornecida a energia elétrica nessa região? Eólica e solar na Amazônia? Tudo isso me leva a crer que o tal “desenvolvimento sustentável”, pregado por ambientalistas ou não, não é tão “desenvolvimento” assim!!!
Mas para não dizerem que só critico, mas não acrescento nada, vou dar meu pitaco. Como disse há imemoráveis parágrafos atrás, desenvolvimento requer renda, alimentação, saneamento, etc...etc...Obter tais coisas com o mínimo impacto ambiental possível é desenvolvimento sustentável, aliás, já disse e expliquei que esse termo é quase redundante. Fazer um adequado uso do solo nas áreas agrícolas, reduzir ao máximo o desperdício tanto no consumo quanto na produção, fazer a compostagem do lixo orgânico, reciclar principalmente o alumínio, e até reduzir o consumo de produtos de origem animal, principalmente dos produtos bovinos, são medidas para um desenvolvimento sustentável no curto prazo. E claro, aumentar as malhas ferroviárias e hidroviárias, pois nem só de folhas de árvores vive o homem!!!
Mas a atração desse evento foi expressão já meio antiga e muito usada, ao menos verbalmente: “desenvolvimento sustentável”. Muitas são as explicações ou palpites do que seria isso e quase todas passam longe do verdadeiro significado de desenvolvimento. Numa enquete na própria Rio+20, uma menina vestida de índia fala que “não devemos tirar da terra mais recursos do que precisamos...que as grandes corporações não devem fazer isso...”. Só não disse quantos celulares ela já teve nos últimos dez anos. Já uma matéria do JN, mostrou um lugar da Amazônia que substituiu a extração da madeira pela extração da castanha. Além de preservarem a floresta, ainda ganham mais dinheiro que antes. Parou por aí!!!
Desenvolvimento é qualidade de vida. Ora, não há qualidade de vida com rios poluídos , ou com água entrando nas casas, invadindo ruas, ou em casos mais graves, com deslizamentos de terra; logo, desenvolvimento sustentável é quase uma redundância. No longo prazo, ou o desenvolvimento é sustentável, ou não é desenvolvimento. Notem que no parágrafo inicial, usei a palavra “crescimento” para me referir ao “desenvolvimento” de São Paulo, pois a cidade cresceu economicamente, mas não é uma cidade desenvolvida , nem sustentável, nem insustentavelmente. Desenvolvimento requer renda, alimentação, saneamento básico, escolas, estabelecimentos de saúde, energia elétrica e transporte. Substituir a extração madeireira pela extração de frutos foi uma ótima ideia. mas, como estão os serviços públicos nessa região? Não sei porque isso não foi apresentado!!!
Como falar em “desenvolvimento sustentável” na Amazônia sem falar em hidrovias? Não seria necessário desmatar uma única árvore para implantá-la e o consumo de combustível seria baixíssimo. Seria uma ótima opção para o transporte das castanhas, açaís e outros produtos amazônicos, além de transporte de passageiros. Mas isso passou longe das discussões a cerca do tal “desenvolvimento sustentável” na Amazônia. No melhor dos casos, se falou em ferrovias, mas não em hidrovias; lógico, não na Amazônia. Eletricidade: sem Belo Monte e outras hidrelétricas locais, como seria fornecida a energia elétrica nessa região? Eólica e solar na Amazônia? Tudo isso me leva a crer que o tal “desenvolvimento sustentável”, pregado por ambientalistas ou não, não é tão “desenvolvimento” assim!!!
Mas para não dizerem que só critico, mas não acrescento nada, vou dar meu pitaco. Como disse há imemoráveis parágrafos atrás, desenvolvimento requer renda, alimentação, saneamento, etc...etc...Obter tais coisas com o mínimo impacto ambiental possível é desenvolvimento sustentável, aliás, já disse e expliquei que esse termo é quase redundante. Fazer um adequado uso do solo nas áreas agrícolas, reduzir ao máximo o desperdício tanto no consumo quanto na produção, fazer a compostagem do lixo orgânico, reciclar principalmente o alumínio, e até reduzir o consumo de produtos de origem animal, principalmente dos produtos bovinos, são medidas para um desenvolvimento sustentável no curto prazo. E claro, aumentar as malhas ferroviárias e hidroviárias, pois nem só de folhas de árvores vive o homem!!!
domingo, 15 de janeiro de 2012
Capitalismo III
No primeiro post desse título, falei sobre a lei da oferta e demanda, algo tão básico que até os demais seres vivos são obrigados a seguí-la. No segundo post, falei da incoerência daqueles que criticam o capitalismo, ao mesmo tempo que usufruem de seus benefícios. Agora, vou tentar acabar com uma ou duas crendices mais bem aceitas pela nossa população pensante, a de que o capitalismo gera miséria!!!
Sim, meu caro trabalhador, há pessoas que pensam assim, talvez por não conhecerem a importância de ter um emprego. Exatamente, meu caro trabalhador, nossos intelekituahis não entendem que o senhor só se levanta de madrugada, pega duas conduções para ir ao trabalho e muitas vezes se sujeita a um trabalho opressor, compensado com um salário baixo, simplesmente porque a outra alternativa, o desemprego, seria pior. Eles não sabem que se sua empresa fechar as portas ou ir para outro lugar, você ficará abalado, pois o senhor e sua família poderão passar por necessidades pela falta do salário, mesmo sendo baixo (tão pensando que vão usar esse “resvalo” contra meus argumentos, hein? Me aguardem)!!!
O capitalismo não gera miséria, como qualquer trabalhador minimamente instruído sabe. Na pior das hipóteses, ele distribui mal a riqueza que ele mesmo gera; e quando isso acontece, nossos intelekituahis se apressam em usar isso contra o capitalismo, como se esse sistema obrigasse os empregadores a pagarem o mínimo possível aos trabalhadores. Sim, existe aquele empregador FDP que paga pouco quando poderia pagar mais, mas o capitalismo não o obriga a isso. Paga pouco porque quer. Mas no Brasil, existe ainda a carga tributária das empresas, o custo de manter essas mesmas obrigações tributárias em dia, elevadas taxas de juros e ainda o custo de demitir um trabalhador, quando a situação da empresa assim exige, ou se o próprio trabalhador obriga a empresa a tanto (claro, também existe aquele empregador FDP que demite por prazer ou para embolsar o salário do pobre trabalhador). Enfim, no Brasil existe o Custo Brasil, que acaba resultando em baixos salários, e que nossos intelekituahis interpretam isso como “gerar miséria”!!!
Não, meu caro trabalhador, há pessoas que acham que a humanidade surgiu em meio à abundância, que a riqueza e fartura estavam a nossa espera, e aí, uma meia dúzia de desgraçados inventou o tal de capitalismo, liberalismo, neoliberalismo e acabou com essa riqueza, gerando a miséria para muitos; e que por isso mesmo o senhor só se levanta de madrugada, pega duas conduções para ir ao trabalho...!!!
Pois é, nem precisamos recorrer a números, gráficos ou mesmo a demonstrações contábeis para mostrar algo tão óbvio, mas intelekituahis, socialistas, comunistas, esquerdistas, e demais “istas” não entendem, talvez porque sequer sabem para que servem aquela placa escrita ÔNIBUS!!!
Sim, meu caro trabalhador, há pessoas que pensam assim, talvez por não conhecerem a importância de ter um emprego. Exatamente, meu caro trabalhador, nossos intelekituahis não entendem que o senhor só se levanta de madrugada, pega duas conduções para ir ao trabalho e muitas vezes se sujeita a um trabalho opressor, compensado com um salário baixo, simplesmente porque a outra alternativa, o desemprego, seria pior. Eles não sabem que se sua empresa fechar as portas ou ir para outro lugar, você ficará abalado, pois o senhor e sua família poderão passar por necessidades pela falta do salário, mesmo sendo baixo (tão pensando que vão usar esse “resvalo” contra meus argumentos, hein? Me aguardem)!!!
O capitalismo não gera miséria, como qualquer trabalhador minimamente instruído sabe. Na pior das hipóteses, ele distribui mal a riqueza que ele mesmo gera; e quando isso acontece, nossos intelekituahis se apressam em usar isso contra o capitalismo, como se esse sistema obrigasse os empregadores a pagarem o mínimo possível aos trabalhadores. Sim, existe aquele empregador FDP que paga pouco quando poderia pagar mais, mas o capitalismo não o obriga a isso. Paga pouco porque quer. Mas no Brasil, existe ainda a carga tributária das empresas, o custo de manter essas mesmas obrigações tributárias em dia, elevadas taxas de juros e ainda o custo de demitir um trabalhador, quando a situação da empresa assim exige, ou se o próprio trabalhador obriga a empresa a tanto (claro, também existe aquele empregador FDP que demite por prazer ou para embolsar o salário do pobre trabalhador). Enfim, no Brasil existe o Custo Brasil, que acaba resultando em baixos salários, e que nossos intelekituahis interpretam isso como “gerar miséria”!!!
Não, meu caro trabalhador, há pessoas que acham que a humanidade surgiu em meio à abundância, que a riqueza e fartura estavam a nossa espera, e aí, uma meia dúzia de desgraçados inventou o tal de capitalismo, liberalismo, neoliberalismo e acabou com essa riqueza, gerando a miséria para muitos; e que por isso mesmo o senhor só se levanta de madrugada, pega duas conduções para ir ao trabalho...!!!
Pois é, nem precisamos recorrer a números, gráficos ou mesmo a demonstrações contábeis para mostrar algo tão óbvio, mas intelekituahis, socialistas, comunistas, esquerdistas, e demais “istas” não entendem, talvez porque sequer sabem para que servem aquela placa escrita ÔNIBUS!!!
domingo, 1 de janeiro de 2012
O Terror do Ano-Novo!!!
Ano-Novo: época de reflexões, de desejos, de sonhos a serem realizados, de metas a serem cumpridas, e de encarar uma fila numa boa casa de dança para passar o Reveillon. Essa virada de ano, porém, me lembrei de algo que nunca vivemos (e espero sinceramente que assim continue), mas milhares de pessoas estão vivendo nesse momento: A GUERRA!!!
Um inconveniente dessa data são os foguetes. Se o barulho já assusta, imagine se essas pragas acertam alguém??? Outra coisa são os rojões, ou “bombinhas”, que depois de acesos, são jogados no chão a uma distância sabiamente segura. Céus! No momento do estouro, toda a distância é pouco, você sente um pouquinho da explosão a dezenas de metros. Passado o susto, você tenta adivinhar o que existe no lugar do cérebro desses seres que tem isso como diversão!!!
Se isso é um incômodo, imagine o que é ser atingido por mísseis, morteiros, minas terrestres, e outras maravilhas da tecnologia da morte, muitas vezes mais poderosa e destinada a atingir pessoas. Se umas pragas de rojões já assustam, imaginem o que é ouvir a explosão de um carro-bomba a uns 50 ou 100 metros de distância, ou pior, ser morto ou mutilado por ele. Imaginem o terror absoluto de pessoas que sobreviveram a tais armas ou armadilhas. Isso é fácil: ouça o barulho de rojões e foguetes e imaginem eles estourarem do seu lado, ou peça para um trombadinha profissional no assunto para estourar um rojão na rua e observe, sinta e multiplique essa sensação por algumas unidades ou mesmo dezenas de vezes. Confesso que nenhuma imagem de pessoas mutiladas ou ensangüentadas exibidas em revistas te dá uma idéia tão clara desse tipo de terror, de uma guerra!!!
Ano-Novo: época de reflexões, de desejos, de sonhos a serem realizados, de metas a serem cumpridas, e de encarar uma fila numa boa casa de dança para passar o Reveillon. Desculpe-me se suas viradas de ano não serão mais as mesmas depois de ter lido e concordado com isso, mas isso prova que você se importa com o sofrimento alheio e que tem uma boa memória por se lembrar de algo que leu há um ano atrás (caso esteja lendo isso no momento da postagem, é claro). Pensando bem, seriam dois bons motivos para comemorar o que passou e o que virá. Se nossos terrores se limitarem a foguetes e rojões, aí serão três motivos!!!
Feliz Ano-Novo!!!
Um inconveniente dessa data são os foguetes. Se o barulho já assusta, imagine se essas pragas acertam alguém??? Outra coisa são os rojões, ou “bombinhas”, que depois de acesos, são jogados no chão a uma distância sabiamente segura. Céus! No momento do estouro, toda a distância é pouco, você sente um pouquinho da explosão a dezenas de metros. Passado o susto, você tenta adivinhar o que existe no lugar do cérebro desses seres que tem isso como diversão!!!
Se isso é um incômodo, imagine o que é ser atingido por mísseis, morteiros, minas terrestres, e outras maravilhas da tecnologia da morte, muitas vezes mais poderosa e destinada a atingir pessoas. Se umas pragas de rojões já assustam, imaginem o que é ouvir a explosão de um carro-bomba a uns 50 ou 100 metros de distância, ou pior, ser morto ou mutilado por ele. Imaginem o terror absoluto de pessoas que sobreviveram a tais armas ou armadilhas. Isso é fácil: ouça o barulho de rojões e foguetes e imaginem eles estourarem do seu lado, ou peça para um trombadinha profissional no assunto para estourar um rojão na rua e observe, sinta e multiplique essa sensação por algumas unidades ou mesmo dezenas de vezes. Confesso que nenhuma imagem de pessoas mutiladas ou ensangüentadas exibidas em revistas te dá uma idéia tão clara desse tipo de terror, de uma guerra!!!
Ano-Novo: época de reflexões, de desejos, de sonhos a serem realizados, de metas a serem cumpridas, e de encarar uma fila numa boa casa de dança para passar o Reveillon. Desculpe-me se suas viradas de ano não serão mais as mesmas depois de ter lido e concordado com isso, mas isso prova que você se importa com o sofrimento alheio e que tem uma boa memória por se lembrar de algo que leu há um ano atrás (caso esteja lendo isso no momento da postagem, é claro). Pensando bem, seriam dois bons motivos para comemorar o que passou e o que virá. Se nossos terrores se limitarem a foguetes e rojões, aí serão três motivos!!!
Feliz Ano-Novo!!!
sábado, 17 de dezembro de 2011
A Belo Monte do Avaaz!!!
E a comoção toma conta: 160 mil hectares serão destruídos, 40.000 pessoas serão deslocadas, um procurador do Ministério Público Federal do Pará sofreu pressões para deixar o cargo...enfim, a sentença de morte da Amazônia estará assinada. Talvez você já leu isso em algum lugar, mas não se lembra onde. Sim, foi no abaixo-assinado eletrônico do Avaaz. Como desconfio de todas as boas intenções de onde quer que venha, pesquisei um pouco mais sobre o assunto, embora não tenha feito o mesmo com a última petição, sobre o uso de dinheiro para as vítimas da tsunami do Japão para baleeiros; mas se isso for mentira, não fará diferença!!!
Começando: o país precisa de energia elétrica, não para assistir novelas ou carregar celulares, como muitos acreditam. Energia elétrica é vital para produzir tudo, desde a nossa comida, passando pelo tratamento e distribuição da água, pela fabricação de roupas, remédios, para cirurgias, para lecionar, para acessar o e-mail e assinar petições contra a produção de energia elétrica. OK, é um dever moral não aceitar o nosso bem-estar à custa do bem-estar de outras pessoas, da destruição e saque de nossas riquezas. Mas...a coisa é isso mesmo???
Todo o crítico feroz de Belo Monte sabe que a área atingida será de 640 km². Isso, na pior das hipóteses. 640 km² significam 64 mil hectares, e não 164 mil como o Avaaz quer nos convencer. O desmatamento de julho de 2010 a julho desse ano equivale a dez belos montes, e isso que foi a menor taxa de desmatamento dos últimos vinte anos. Porque não façamos um barulho dez vezes maior contra isso? Eu ajudarei. A Amazônia Legal, por sua vez, possui uma área de 5.500.000 km². Esses 640 km² representam espantosos 0,01% da Amazônia. Isso remete ao exagero da National Geographic!!!
E quantos pessoas há realmente lá??? Segundo o Avaaz nos faz entender, 40.000, talvez esteja contando também os arredores da futura usina. Segundo outras fontes, algumas dezenas de pessoas ou pouco mais de mil. É claro que desapropriações, seja qual for o número total de pessoas, devem ser devidamente indenizadas. Isso não se discute. O que se discute é saber qual das versões populacionais está correta. Como não podemos ir até lá para conferir, só nos resta conferir os dados disponíveis no site do IBGE. 40.000 habitantes é a população dos quatro municípios atingidos pela hidrelétrica, espalhados numa área de quase 190 mil km². Deslocar pessoas que estão a centenas de quilômetros da hidrelétrica???
Interesses internacionais: nisso o Avaaz também fala, como se boa parte dos “missionários” que protegem índios e a Amazônia não estivessem garantindo os interesses de seus países na região. Como se o próprio ambientalismo internacional não tivesse interesse em internacionalizar a Amazônia. Aí, o Avaaz usa o ambientalismo para criticar os interesses internacionais. Claro!!!
E sobre o Procurador do MPF do Pará afastado: segundo o Avaaz, ele foi afastado “depois que o Ministério Público Federal no Pará abriu 40 investigações sobre irregularidades de Belo Monte”. Mas segundo outra das fontes do Avaaz, o juiz foi afastado por extrapolar as atribuições legais do MP E “teria patrocinado cartilha elaborada por movimentos sociais que, na visão do órgão [a AGU], estimularia a violência da população local contra os empreendimentos.”[*]
Pra terminar, faço minhas palavras a do senhor desse vídeo:
E sigam os conselhos dessa meninada:
Começando: o país precisa de energia elétrica, não para assistir novelas ou carregar celulares, como muitos acreditam. Energia elétrica é vital para produzir tudo, desde a nossa comida, passando pelo tratamento e distribuição da água, pela fabricação de roupas, remédios, para cirurgias, para lecionar, para acessar o e-mail e assinar petições contra a produção de energia elétrica. OK, é um dever moral não aceitar o nosso bem-estar à custa do bem-estar de outras pessoas, da destruição e saque de nossas riquezas. Mas...a coisa é isso mesmo???
Todo o crítico feroz de Belo Monte sabe que a área atingida será de 640 km². Isso, na pior das hipóteses. 640 km² significam 64 mil hectares, e não 164 mil como o Avaaz quer nos convencer. O desmatamento de julho de 2010 a julho desse ano equivale a dez belos montes, e isso que foi a menor taxa de desmatamento dos últimos vinte anos. Porque não façamos um barulho dez vezes maior contra isso? Eu ajudarei. A Amazônia Legal, por sua vez, possui uma área de 5.500.000 km². Esses 640 km² representam espantosos 0,01% da Amazônia. Isso remete ao exagero da National Geographic!!!
E quantos pessoas há realmente lá??? Segundo o Avaaz nos faz entender, 40.000, talvez esteja contando também os arredores da futura usina. Segundo outras fontes, algumas dezenas de pessoas ou pouco mais de mil. É claro que desapropriações, seja qual for o número total de pessoas, devem ser devidamente indenizadas. Isso não se discute. O que se discute é saber qual das versões populacionais está correta. Como não podemos ir até lá para conferir, só nos resta conferir os dados disponíveis no site do IBGE. 40.000 habitantes é a população dos quatro municípios atingidos pela hidrelétrica, espalhados numa área de quase 190 mil km². Deslocar pessoas que estão a centenas de quilômetros da hidrelétrica???
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| Localização de Belo Monte e municípios atingidos. Imagem retirada do Instituto Socioambiental. Março/2010. |
Interesses internacionais: nisso o Avaaz também fala, como se boa parte dos “missionários” que protegem índios e a Amazônia não estivessem garantindo os interesses de seus países na região. Como se o próprio ambientalismo internacional não tivesse interesse em internacionalizar a Amazônia. Aí, o Avaaz usa o ambientalismo para criticar os interesses internacionais. Claro!!!
E sobre o Procurador do MPF do Pará afastado: segundo o Avaaz, ele foi afastado “depois que o Ministério Público Federal no Pará abriu 40 investigações sobre irregularidades de Belo Monte”. Mas segundo outra das fontes do Avaaz, o juiz foi afastado por extrapolar as atribuições legais do MP E “teria patrocinado cartilha elaborada por movimentos sociais que, na visão do órgão [a AGU], estimularia a violência da população local contra os empreendimentos.”[*]
Pra terminar, faço minhas palavras a do senhor desse vídeo:
E sigam os conselhos dessa meninada:
sábado, 15 de outubro de 2011
Scarlett e as burcas!!!
Há pessoas cujo silêncio transmite uma sabedoria tão profunda que faria Dalai Lama se ajoelhar diante dela. Creio que a atriz americana Scarlett Johansson seja uma delas. Ela concedeu uma entrevista a revista GQ e fez uma declaração que conta com o apoio de muitos, inclusive, claro, das muçulmanas que vivem na Europa. Vou comentar baseado nesse artigo da UOL do dia 06/10:
Berlim, 6 out (EFE).- A atriz americana Scarlett Johansson considerou "absurda" a proibição em alguns países ocidentais do uso da burca islâmica, em entrevista da edição alemã da revista "GQ" publicada nesta quinta-feira.
"É um absurdo dizer que roupa alguém pode ou não usar", avalia a atriz, conhecida por seus papéis em "Encontros e Desencontros" e "O Encantador de Cavalos".
Scarlett acrescenta que "uma minoria" entre as mulheres muçulmanas é "forçada" a usar a burca e a maioria usa para mostrar suas "convicções religiosas".
"Para mim é difícil estar em lugares onde a sociedade se baseia na opressão da mulher", afirma.
Segundo a atriz, de 26 anos, "ainda falta muito para a igualdade ser alcançada" entre homens e mulheres, e lamenta que "milhões de mulheres em todo o mundo sejam maltratadas e discriminadas".
Ayaan Hirsi Ali discordaria dela em parte. Em seu livro Infiel, ela relata que em países muçulmanos, qualquer mulher que não esteja escondida com uma burca é chamada de prostituta por qualquer cidadão local. Num certo país muçulmano da África, homens capazes de se excitarem com qualquer mulher vestida de jeans e camiseta estariam autorizados a atacar a infeliz desinformada sobre a necessidade de vestir a burca, mesmo num calor que supera os 40°C e umidade do ar sub-brasiliense!!!
No mesmo livro, Ayaan cita o exemplo do que ocorre numa fábrica holandesa, onde as funcionárias nativas devem ficar afastadas das muçulmanas. Quando uma esbarrava na outra, eram unhadas e puxões de cabelos na certa. “O preconceito é mútuo” diz. As holandesas diziam que as funcionárias muçulmanas (de Marrocos) eram antipáticas e preguiçosas. A opinião dessas últimas em relação às primeiras era ainda pior: prostitutas, e fedem. Naturalmente essa opinião vem de suas "convicções religiosas"!!!
Mas quem é essa Ayaan Hirsi Ali pra falar essas coisas??? Não, não é uma norte-americana neoconservadora tentando justificar as ogivas nucleares apontadas para o chamado “Eixo do Mal”. O “Ali” no nome já indica que se trata de uma muçulmana de nascença, nascida e crescida no certo país muçulmano da África que citei antes, que é a Somália, e que sentiu na pele o terror do islamismo radical. Viu e ouviu – gritos e pedidos de clemência – outras muçulmanas passarem pelo mesmo em outro país muçulmano, a Arábia Saudita!!!
Quando um país que acolhe oferece tudo aquilo que o país de origem não oferece, o mínimo que os imigrantes (imigrantes ou refugiados? Nesse caso, fico na dúvida) devem fazer são respeitar suas regras, suas leis. Se proíbem o uso de burcas, seja lá qual for o motivo, nada mais certo que cumprir a ordem; ainda mais quando um país oferece a chance desses imigrantes de se integrar a sociedade, o que nesse caso, parece ser na marra mesmo, mas nada tão dramático quanto as imposições e o uso da força nos países de origem dessas mesmas mulheres que evocam a democracia do país para poderem continuar usando a burca!!!
A srta. Scarlett poderia visitar o Irã, Arábia Saudita, a Somália, o Egito, qualquer país onde as mulheres usam burcas por “convicções religiosas”. Vá vestida com suas roupas habituais para descobrir como será tratada ou faça uma visita àquela fábrica holandesa!!!
Berlim, 6 out (EFE).- A atriz americana Scarlett Johansson considerou "absurda" a proibição em alguns países ocidentais do uso da burca islâmica, em entrevista da edição alemã da revista "GQ" publicada nesta quinta-feira.
"É um absurdo dizer que roupa alguém pode ou não usar", avalia a atriz, conhecida por seus papéis em "Encontros e Desencontros" e "O Encantador de Cavalos".
Scarlett acrescenta que "uma minoria" entre as mulheres muçulmanas é "forçada" a usar a burca e a maioria usa para mostrar suas "convicções religiosas".
"Para mim é difícil estar em lugares onde a sociedade se baseia na opressão da mulher", afirma.
Segundo a atriz, de 26 anos, "ainda falta muito para a igualdade ser alcançada" entre homens e mulheres, e lamenta que "milhões de mulheres em todo o mundo sejam maltratadas e discriminadas".
Ayaan Hirsi Ali discordaria dela em parte. Em seu livro Infiel, ela relata que em países muçulmanos, qualquer mulher que não esteja escondida com uma burca é chamada de prostituta por qualquer cidadão local. Num certo país muçulmano da África, homens capazes de se excitarem com qualquer mulher vestida de jeans e camiseta estariam autorizados a atacar a infeliz desinformada sobre a necessidade de vestir a burca, mesmo num calor que supera os 40°C e umidade do ar sub-brasiliense!!!
No mesmo livro, Ayaan cita o exemplo do que ocorre numa fábrica holandesa, onde as funcionárias nativas devem ficar afastadas das muçulmanas. Quando uma esbarrava na outra, eram unhadas e puxões de cabelos na certa. “O preconceito é mútuo” diz. As holandesas diziam que as funcionárias muçulmanas (de Marrocos) eram antipáticas e preguiçosas. A opinião dessas últimas em relação às primeiras era ainda pior: prostitutas, e fedem. Naturalmente essa opinião vem de suas "convicções religiosas"!!!
Mas quem é essa Ayaan Hirsi Ali pra falar essas coisas??? Não, não é uma norte-americana neoconservadora tentando justificar as ogivas nucleares apontadas para o chamado “Eixo do Mal”. O “Ali” no nome já indica que se trata de uma muçulmana de nascença, nascida e crescida no certo país muçulmano da África que citei antes, que é a Somália, e que sentiu na pele o terror do islamismo radical. Viu e ouviu – gritos e pedidos de clemência – outras muçulmanas passarem pelo mesmo em outro país muçulmano, a Arábia Saudita!!!
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| Ayaan Hirsi Ali em seu livro, Infiel: É, definitivamente, ela não é de extrema-direita!!! |
Quando um país que acolhe oferece tudo aquilo que o país de origem não oferece, o mínimo que os imigrantes (imigrantes ou refugiados? Nesse caso, fico na dúvida) devem fazer são respeitar suas regras, suas leis. Se proíbem o uso de burcas, seja lá qual for o motivo, nada mais certo que cumprir a ordem; ainda mais quando um país oferece a chance desses imigrantes de se integrar a sociedade, o que nesse caso, parece ser na marra mesmo, mas nada tão dramático quanto as imposições e o uso da força nos países de origem dessas mesmas mulheres que evocam a democracia do país para poderem continuar usando a burca!!!
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| Scarlett Johansson: Ah, vá se vestir assim no Irã!!! |
A srta. Scarlett poderia visitar o Irã, Arábia Saudita, a Somália, o Egito, qualquer país onde as mulheres usam burcas por “convicções religiosas”. Vá vestida com suas roupas habituais para descobrir como será tratada ou faça uma visita àquela fábrica holandesa!!!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
O Exagero da NatGeo!!!
Dê uma olhadinha nessa capa da National Geographic Brasil desse mês, ainda nas bancas!!!
O resto é um convite para comprar a revista. Como eu, muitos e outros tantos não leremos a revista por motivos diversos, muitos e outros tantos se sentirão satisfatoriamente informados com a capa. É sempre assim. Minha sorte é que tenho ao menos um mínimo conhecimento sobre o assunto!!!
E o que seriam essas "emissões exageradas" que a renomada revista se refere??? Procure em qualquer fonte, talvez na própria revista, e verá que o dióxido de carbono (CO²) corresponde a algo em torno de 0,035% da atmosfera terrestre. Qualquer "aquecimentista" reconhece que a quantidade de CO² que o homem libera corresponde a apenas 3% de todo esse gás carbônico. Quer visualizar esse "exagero"??? Lá vai!!!
Agora, observe a composição da atmosfera da Terra:
Nas letrinhas azuis, está escrito:
O carbono é essencial para a vida na Terra. É fonte de energia e compõe os mais resistentes materiais.
Essa parte merecia um troféu de bom-senso, pois trouxe de volta ao conhecimento popular que o CO² não é o vilão que todos pensam. Mas como esse assunto sempre rende algum tipo de desinformação, eis que a dita surge, logo em seguida:
Mas emissões exageradas de gás carbônico (CO²), fruto do desmatamento, da queima de petróleo e carvão, alteram o equilíbrio do clima global [...]
O resto é um convite para comprar a revista. Como eu, muitos e outros tantos não leremos a revista por motivos diversos, muitos e outros tantos se sentirão satisfatoriamente informados com a capa. É sempre assim. Minha sorte é que tenho ao menos um mínimo conhecimento sobre o assunto!!!
E o que seriam essas "emissões exageradas" que a renomada revista se refere??? Procure em qualquer fonte, talvez na própria revista, e verá que o dióxido de carbono (CO²) corresponde a algo em torno de 0,035% da atmosfera terrestre. Qualquer "aquecimentista" reconhece que a quantidade de CO² que o homem libera corresponde a apenas 3% de todo esse gás carbônico. Quer visualizar esse "exagero"??? Lá vai!!!
A área em vermelho, corresponde ao CO² lançado na atmosfera pelo homem e o azul é o CO² natural. Sem dúvida, o homem ejeta na atmosfera uma quantidade muuuuuito exagerada de CO²*!!!
Agora, observe a composição da atmosfera da Terra:
A área em azul é o nitrogênio, a vermelha é o nosso oxigênio, e a verde é todo o CO² representado no gráfico anterior. O QUÊ??? NÃO TÁ VENDO A COR VERDE DO CO² NESSE GRÁFICO???!!! Que exagero, tá bem ali na sua frente. Tá enxergando nesse gráfico o CO² liberado pelo homem??? NÃO?! A NatGeo enxerga e muito bem, ou será que ela confundiu com a área do oxigênio ou do nitrogênio???
Para visualizar a área correspondente ao CO² com um arco de circunferência de 1 cm, seria necessário um gráfico "pizza" de 9 metros de diâmetro. Para isso, precisaríamos de um transferidor de 10 metros de altura para desenhá-lo ou de uma tela de tamanho superior para gerar no Excel um gráfico desse tamanho!!!
Que exagero, não??? Não, não estou se referindo a nós, mas à afirmação da National Geographic, que certamente é compartilhada por muitos e que convence outros tantos!!!
* - A revista custa R$ 14,99. Se der R$ 15,00 ao jornaleiro, você deixará de receber 1 centavo, o que corresponde a 0,0666% do dinheiro dado. Esse percentual é 63,5 vezes maior que os 0,00105% que representa as emissões humanas de CO² em relação ao total da atmosfera. Esse 1 centavo não paga nem uma página a mais da revista, mas pela lógica da National Geographic, essa apropriação indébita seria absurdamente exagerada ou escandalosa!!!
* - A revista custa R$ 14,99. Se der R$ 15,00 ao jornaleiro, você deixará de receber 1 centavo, o que corresponde a 0,0666% do dinheiro dado. Esse percentual é 63,5 vezes maior que os 0,00105% que representa as emissões humanas de CO² em relação ao total da atmosfera. Esse 1 centavo não paga nem uma página a mais da revista, mas pela lógica da National Geographic, essa apropriação indébita seria absurdamente exagerada ou escandalosa!!!
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