sábado, 21 de julho de 2012

Números da educação em (ou na) revista!!!

Estava eu folheando as páginas da revista gaúcha Amanhã da edição de junho/2012 e me deparei com um artigo sobre a educação brasileira. Nenhuma novidade sobre a qualidade da mesma, salvo o fato de que ela está melhorando, embora continua esmagada pelo peso da colocação dos demais países nos diversos indicadores do gênero!!!



Para nos dar uma ideia da gravidade da situação, a revista exibe um ranking com os gastos - em dólares por aluno em 2008. Vocês acreditam que o Brasil está em penúltimo lugar?! Mas avaliando os gastos com educação por aluno sob outro ângulo – acredito eu, num ângulo mais preciso e justo – diria que, apesar dos inúmeros pesares dos números - o Brasil estaria um pouquinho melhor colocado, apesar dos esforços da revista em mostrar o contrário!!!


Pela metodologia utilizada pela revista, na verdade, metodologia da OCDE em seu Education at a Glace 2011, os países apresentam as seguintes colocações (dólares por aluno por ano em 2008):



1) Suíça   -   14.976,81

2) EstadosUnidos   -   14.922,76

3) Noruega   -   13.284,82

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Vários países depois...!!!

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33) Brasil   -   2.416,10

34) China   -   1.593,14



O ranking mostrado pela revista começa com a seguinte chamada:

QUANTO VALE UM ESTUDANTE?

Mesmo com o aumento dos gastos públicos em educação, o Brasil ainda é um dos países que menos investem no aluno


A revista comenta ao lado da colocação do Brasil o que todo mundo está vendo: “Até 2008, o Brasil investia pouco mais de US$ 2,4 mil por ano em cada aluno. O valor superava somente o da China” [nessa mesma cor de fundo], e para aumentar o drama ao nível de provação infligida à heroína de novela das oito, arremata: “onde o número de alunos é quatro vezes maior”. A revista nos tira o único pingo de consolo que nos restava!!!


Apesar do caráter curioso desse método, não é a melhor opção para medir a importância que um país dá à educação. Então, qual seria a melhor? Óbvio, um percentual em relação ao PIB. Seria, mas para fins práticos e comparativos, não é recomendado, pois se dois países possuírem o mesmo PIB, investirem o mesmo percentual (digamos, 10% do PIB) mas um deles tem o dobro da população, então cada aluno do país mais populoso receberá metade do dinheiro do outro país (Dúvidas sobre isso posso esclarecer nos comentários, caso alguém solicite)!!!


Então só nos resta o PIB per capita, mais precisamente, os gastos com alunos em relação ao PIB per capita (de novo ele). Curiosamente, o relatório supracitado da OCDE também utiliza esse método, entre outros. Como esse método funciona? Se toda a riqueza nacional (PIB) fosse distribuída igualmente entre seus habitantes, do valor recebido por cada estudante será deduzido suas despesas para os estudos. É como se o próprio aluno arcasse com seus gastos. Mas como na vida real, as despesas com estudos vem de toda a população, então seria necessário mais uns contorcionismos matemáticos e estatísticos para uma melhor avaliação, mas deixemos isso para outra hora!!!


Percentual do PIB per capita de cada aluno - brasileiro e suíço - gasto com educação. Fonte: OCDE, CIA, e se duvidar, também a KGB. Gráfico: Elaboração própria ®!!!



Refazendo o ranking baseado nesse novo método*, a Suíça espantosamente continua em 1º lugar. Os EUA – 2º lugar no ranking anterior – passa para o 5º lugar e a Espanha passa a ocupar o 2º lugar, surpreendentemente saindo do 20º lugar anterior!!!



E o Brasil? Ah, o Brasil, saiu do penúltimo lugar (33º lugar) para o 31º lugar!!!
 
 
“...O valor superava somente o da China - onde o número de alunos é quatro vezes maior”, por sua vez, a China investiu 21,53% do seu PIB per capita, ou seja, investiu mais que o Brasil, e sua população discente não importa: se ambos os países tivessem o mesmo número de alunos, esses percentuais seriam exatamente os mesmo!!!


Bem, se serve de consolo, temos não um, mas três países na nossa rabeira - Argentina, México e Eslováquia. Só espero que a Amanhã não nos prive desse pequeno consolo!!!


* - Apesar do relatório da ODDE apresentar esse método, essas novas posições foi obtida por meus próprios cálculos, pois já tinha feito antes de descobrir que a OCDE tinha tudo prontinho, embora seus resultados estejam arredondados!!!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Meu herói é uma rã!!!


A Warner Bros criou, acho que nos anos 70, não importa, um personagem que poderia se tornar um símbolo da resistência à exploração semi-escravagista ou à sua tentativa, se não fosse o fato de ter sido criado pelos americanos: a rã Michigan J. Frog (sim, uma paródia ao nome do ator Michael J. Fox). Ela simplesmente frusta as tentativas de um homem que tenta enriquecer às custas de seu talento, e por isso mesmo o desenho é divertido, tanto pela sua mensagem subliminar quanto pelo entretenimento!!!



Talvez não fosse a intenção da WB criar um personagem que simbolizasse uma causa, mas mesmo uma criança que viu o desenho percebe a mensagem oculta, como foi o meu caso!!!




Por hoje é só pessoal, mas em breve escreverei mais sobre os desenhos da Warner Bros!!!


sábado, 14 de julho de 2012

É falta de educação???

Antecipo que concordo que é necessário investir mais em educação, e acrescento que ela deve ser universal e que ensine os alunos e pensar, a pesquisar e a descobrir, acabando com as decorebas e doutrinações que tanto marcam nossa educação. MAS, discordo que a falta de oportunidade de estudo contribui com a criminalidade, a menos que haja algum estudo que comprove essa teoria. Dêem uma lida nas duas citações abaixo:


Um país focado na formação dos cidadãos é um país necessariamente desenvolvido e, consequentemente, com menos violência e menos punições.” (Luiz Flávio Gomes)!!!


"Se continuarmos assim, vamos andar para trás na Educação, tendo que fazer mais presídios e menos escolas, ao contrário do que a sociedade quer, sobretudo suas camadas mais empobrecidas." (Augusto Souto)!!!


Fiz uma busca no Google com as expressões “aluno xxx professor”. No “xxx” digitei “agride”, “espanca” e “rouba”. Abaixo, as expressões que usei no Google. Clique nelas para encontrar as diversas notícias relacionadas a cada expressão; depois, é só escolher a notícia de sua preferência e deleite-se com os fatos que não correspondem às suas ideias, cazuzamente falando!!!


1) Aluno espanca professor


2) Aluno agride professor

3) Aluno rouba professor


Embora a educação tenha um potencial de reduzir a criminalidade, isso não significa que potenciais criminosos se dedicarão aos estudos, como nos exemplos acima citados; ou mesmo que se matriculem nessas escolas, como de fato acontece em diversos casos!!!


Só faltam explicar agora por que o Lula, com seus poucos anos de estudo, não virou bandido e tampouco está na cadeia!!!

terça-feira, 26 de junho de 2012

Direita e esquerda???

Revendo o politicômetro e suas variáveis, cheguei a seguinte conclusão: a grande diferença ideológica não é ser de esquerda ou direita, mas sim liberal ou anti-liberal; em outras palavras: ser radical ou moderado!!!


Vejam bem: qual é a diferença entre o comunismo de Stalin, de esquerda, com o nazismo de Hitler, considerado, com ressalvas, de direita? Só detalhes, pois na prática, ambos eram totalitários, autoritários, ambos mataram milhões de pessoas, ambos concentravam o poder no Estado. Enfim, ambos eram radicais ou anti-liberias!!!

A diferença que serve de consolo, é que o comunismo (ou socialismo) foi implantado em diversos países, o que possibilitou graus variados de totalitarismo, autoritarismo e mortes; na maioria dos casos, tragédias inferiores às promovidas por Stalin. Assim, dá pra escolher um regime socialista/comunista de seu agrado e fazer os devidos retoques para ficar melhor apresentável. No caso do nazismo, só houve na Alemanha, criado e conduzido pelo que havia de pior na espécie humana. Sem falar que não fez promessas messiânicas/sociais para os povos da Terra!!!

Às vezes, tenho a impressão que se o holocausto e todas as declarações de ódio de Hitler não viessem à tona, seguramente o nazismo seria considerado um bom regime...de esquerda!!!


Desenvolvimento sustentável para maiores de 18 anos!!!

A Rio + 20 termina com o resultado esperado: ninguém, a menos os países menos desenvolvidos, abre mão de seu crescimento econômico para supostamente salvar o planeta. Ao invés de realizarem o evento em Manaus, no meio da sagrada floresta Amazônica e dos povos indígenas, ou em São Paulo, para presenciarem de perto os efeitos de um crescimento insustentável, preferiram o cartão postal do Brasil. Será que mediram o aumento do nível do mar com o próprio corpo? Ou se espantaram com o efeito do aquecimento global no vestuário feminino nas praias ou na Marques da Sapucaí? OK, não estamos no carnaval, mas para os estrangeiros, todo dia é dia de carnaval no Rio!!!




Mas a atração desse evento foi expressão já meio antiga e muito usada, ao menos verbalmente: “desenvolvimento sustentável”. Muitas são as explicações ou palpites do que seria isso e quase todas passam longe do verdadeiro significado de desenvolvimento. Numa enquete na própria Rio+20, uma menina vestida de índia fala que “não devemos tirar da terra mais recursos do que precisamos...que as grandes corporações não devem fazer isso...”. Só não disse quantos celulares ela já teve nos últimos dez anos. Já uma matéria do JN, mostrou um lugar da Amazônia que substituiu a extração da madeira pela extração da castanha. Além de preservarem a floresta, ainda ganham mais dinheiro que antes. Parou por aí!!!



Desenvolvimento é qualidade de vida. Ora, não há qualidade de vida com rios poluídos , ou com água entrando nas casas, invadindo ruas, ou em casos mais graves, com deslizamentos de terra; logo, desenvolvimento sustentável é quase uma redundância. No longo prazo, ou o desenvolvimento é sustentável, ou não é desenvolvimento. Notem que no parágrafo inicial, usei a palavra “crescimento” para me referir ao “desenvolvimento” de São Paulo, pois a cidade cresceu economicamente, mas não é uma cidade desenvolvida , nem sustentável, nem insustentavelmente. Desenvolvimento requer renda, alimentação, saneamento básico, escolas, estabelecimentos de saúde, energia elétrica e transporte. Substituir a extração madeireira pela extração de frutos foi uma ótima ideia. mas, como estão os serviços públicos nessa região? Não sei porque isso não foi apresentado!!!



Como falar em “desenvolvimento sustentável” na Amazônia sem falar em hidrovias? Não seria necessário desmatar uma única árvore para implantá-la e o consumo de combustível seria baixíssimo. Seria uma ótima opção para o transporte das castanhas, açaís e outros produtos amazônicos, além de transporte de passageiros. Mas isso passou longe das discussões a cerca do tal “desenvolvimento sustentável” na Amazônia. No melhor dos casos, se falou em ferrovias, mas não em hidrovias; lógico, não na Amazônia. Eletricidade: sem Belo Monte e outras hidrelétricas locais, como seria fornecida a energia elétrica nessa região? Eólica e solar na Amazônia? Tudo isso me leva a crer que o tal “desenvolvimento sustentável”, pregado por ambientalistas ou não, não é tão “desenvolvimento” assim!!!



Mas para não dizerem que só critico, mas não acrescento nada, vou dar meu pitaco. Como disse há imemoráveis parágrafos atrás, desenvolvimento requer renda, alimentação, saneamento, etc...etc...Obter tais coisas com o mínimo impacto ambiental possível é desenvolvimento sustentável, aliás, já disse e expliquei que esse termo é quase redundante. Fazer um adequado uso do solo nas áreas agrícolas, reduzir ao máximo o desperdício tanto no consumo quanto na produção, fazer a compostagem do lixo orgânico, reciclar principalmente o alumínio, e até reduzir o consumo de produtos de origem animal, principalmente dos produtos bovinos, são medidas para um desenvolvimento sustentável no curto prazo. E claro, aumentar as malhas ferroviárias e hidroviárias, pois nem só de folhas de árvores vive o homem!!!



domingo, 15 de janeiro de 2012

Capitalismo III

No primeiro post desse título, falei sobre a lei da oferta e demanda, algo tão básico que até os demais seres vivos são obrigados a seguí-la. No segundo post, falei da incoerência daqueles que criticam o capitalismo, ao mesmo tempo que usufruem de seus benefícios. Agora, vou tentar acabar com uma ou duas crendices mais bem aceitas pela nossa população pensante, a de que o capitalismo gera miséria!!!



Sim, meu caro trabalhador, há pessoas que pensam assim, talvez por não conhecerem a importância de ter um emprego. Exatamente, meu caro trabalhador, nossos intelekituahis não entendem que o senhor só se levanta de madrugada, pega duas conduções para ir ao trabalho e muitas vezes se sujeita a um trabalho opressor, compensado com um salário baixo, simplesmente porque a outra alternativa, o desemprego, seria pior. Eles não sabem que se sua empresa fechar as portas ou ir para outro lugar, você ficará abalado, pois o senhor e sua família poderão passar por necessidades pela falta do salário, mesmo sendo baixo (tão pensando que vão usar esse “resvalo” contra meus argumentos, hein? Me aguardem)!!!


O capitalismo não gera miséria, como qualquer trabalhador minimamente instruído sabe. Na pior das hipóteses, ele distribui mal a riqueza que ele mesmo gera; e quando isso acontece, nossos intelekituahis se apressam em usar isso contra o capitalismo, como se esse sistema obrigasse os empregadores a pagarem o mínimo possível aos trabalhadores. Sim, existe aquele empregador FDP que paga pouco quando poderia pagar mais, mas o capitalismo não o obriga a isso. Paga pouco porque quer. Mas no Brasil, existe ainda a carga tributária das empresas, o custo de manter essas mesmas obrigações tributárias em dia, elevadas taxas de juros e ainda o custo de demitir um trabalhador, quando a situação da empresa assim exige, ou se o próprio trabalhador obriga a empresa a tanto (claro, também existe aquele empregador FDP que demite por prazer ou para embolsar o salário do pobre trabalhador). Enfim, no Brasil existe o Custo Brasil, que acaba resultando em baixos salários, e que nossos intelekituahis interpretam isso como “gerar miséria”!!!


Não, meu caro trabalhador, há pessoas que acham que a humanidade surgiu em meio à abundância, que a riqueza e fartura estavam a nossa espera, e aí, uma meia dúzia de desgraçados inventou o tal de capitalismo, liberalismo, neoliberalismo e acabou com essa riqueza, gerando a miséria para muitos; e que por isso mesmo o senhor só se levanta de madrugada, pega duas conduções para ir ao trabalho...!!!



Pois é, nem precisamos recorrer a números, gráficos ou mesmo a demonstrações contábeis para mostrar algo tão óbvio, mas intelekituahis, socialistas, comunistas, esquerdistas, e demais “istas” não entendem, talvez porque sequer sabem para que servem aquela placa escrita ÔNIBUS!!!

domingo, 1 de janeiro de 2012

O Terror do Ano-Novo!!!

Ano-Novo: época de reflexões, de desejos, de sonhos a serem realizados, de metas a serem cumpridas, e de encarar uma fila numa boa casa de dança para passar o Reveillon. Essa virada de ano, porém, me lembrei de algo que nunca vivemos (e espero sinceramente que assim continue), mas milhares de pessoas estão vivendo nesse momento: A GUERRA!!!


Um inconveniente dessa data são os foguetes. Se o barulho já assusta, imagine se essas pragas acertam alguém??? Outra coisa são os rojões, ou “bombinhas”, que depois de acesos, são jogados no chão a uma distância sabiamente segura. Céus! No momento do estouro, toda a distância é pouco, você sente um pouquinho da explosão a dezenas de metros. Passado o susto, você tenta adivinhar o que existe no lugar do cérebro desses seres que tem isso como diversão!!!

Se isso é um incômodo, imagine o que é ser atingido por mísseis, morteiros, minas terrestres, e outras maravilhas da tecnologia da morte, muitas vezes mais poderosa e destinada a atingir pessoas. Se umas pragas de rojões já assustam, imaginem o que é ouvir a explosão de um carro-bomba a uns 50 ou 100 metros de distância, ou pior, ser morto ou mutilado por ele. Imaginem o terror absoluto de pessoas que sobreviveram a tais armas ou armadilhas. Isso é fácil: ouça o barulho de rojões e foguetes e imaginem eles estourarem do seu lado, ou peça para um trombadinha profissional no assunto para estourar um rojão na rua e observe, sinta e multiplique essa sensação por algumas unidades ou mesmo dezenas de vezes. Confesso que nenhuma imagem de pessoas mutiladas ou ensangüentadas exibidas em revistas te dá uma idéia tão clara desse tipo de terror, de uma guerra!!!

Ano-Novo: época de reflexões, de desejos, de sonhos a serem realizados, de metas a serem cumpridas, e de encarar uma fila numa boa casa de dança para passar o Reveillon. Desculpe-me se suas viradas de ano não serão mais as mesmas depois de ter lido e concordado com isso, mas isso prova que você se importa com o sofrimento alheio e que tem uma boa memória por se lembrar de algo que leu há um ano atrás (caso esteja lendo isso no momento da postagem, é claro). Pensando bem, seriam dois bons motivos para comemorar o que passou e o que virá. Se nossos terrores se limitarem a foguetes e rojões, aí serão três motivos!!!

Feliz Ano-Novo!!!